O poder da oração


“Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado...” 
Números, 14.13-19

Este texto surge em decorrência a uma situação desastrosa da parte do povo de Israel para com Deus. O Senhor havia determinado que Moisés enviasse doze espias para fazer um levantamento da terra. O objetivo era observar e não de se assustar ou temer alguma coisa. 


No entanto quando os homens voltaram de examinar a terra, por quarenta dias, dez deles deram um relatório altamente negativo, pessimista a ponto de criar um desânimo total no povo a ponto de dizerem: “Levantemos um capitão e voltemos para o Egito.” (14.4). 

Além disso, resolvem apedrejar Moisés, Arão e seus líderes. Deus irado resolve dar cabo de todos eles. “Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este”. (14.12). 

Mas Moisés se prostra diante de Deus e intercede pelo povo para que o Senhor não o exterminasse. Nesta intercessão, quando Moisés exalta a glória e o poder de Deus, aprendemos com ele, pontos importantes para termos, também, uma vida de intercessão. Aprendemos...

1) Que O Deus Que Adoramos e Servimos É Um Deus Pessoal (v.14 “mas também o disseram aos moradores desta terra; ouviram que tu, ó SENHOR, estás no meio deste povo, que face a face, ó SENHOR, lhes apareces, tua nuvem está sobre eles, e vais adiante deles numa coluna de nuvem, de dia, e, numa coluna de fogo, de noite.”). 

Neste versículo Moisés nos ensina que o nosso Deus não é um Ser impessoal, que vive à distância. Alguém que é remoto, mas sim um Deus Pessoal que se comunica “face a face”; e que ama o Seu povo e o guia nos caminhos certos.

2) Que O Deus Que Adoramos e Servimos É Um Deus Poderoso (v. 17 “Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo:”). Ele tem o poder para destruir todas as coisas. Ele é Todo-poderoso. 

Por isso Moisés está preocupado com o caráter e a glória de Deus. Assim devemos ser nós como crentes. Aqueles que se preocupam com a glória de Deus perante os homens através de um testemunho constante e santo.

3) Que O Deus Que Adoramos e Servimos É Um Deus Bondoso (v. 18,19 “O SENHOR é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações. Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui.”).

Deus nunca está preocupado em destruir o ser humano. Ele está sempre interessado em perdoá-lo quando este se arrepende. Moisés na sua oração destaca que embora Deus seja longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, no entanto, não inocenta o culpado. A bondade de Deus é muito grande. Por isso devemos procurar ter uma vida de santidade que o honre e o glorifique. 

Conclusão
Será que podemos aprender com Moisés a ter uma vida de intercessão? O intercessor é aquele que deseja que Deus seja visto em Seu caráter, Seu poder, Seu amor e Sua majestade.

------------------------------------
Antonio Coine é Pastor Emérito da Igreja Presbiteriana Monte Sião (Botucatu), atuando como ministro há 40 anos na Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - SP. Licenciado em Filosofia. Mestre em Divindade e Doutor em Ministério pelo Seminário do Canadá em Manitoba/CA. Foi pastor da Igreja Presbiteriana do Canadá e missionário dessa denominação entre os povos de Língua Portuguesa, quando plantou a Igreja Presbiteriana de Língua Portuguesa do Presbitério West Toronto, IPC que foi organizada em outubro de 1988. É autor do livro "Das Sagradas Escrituras - Uma coletânea de esboços de sermões para um ano litúrgico - Vol. 1".

Tecnologia do Blogger.