O Natal e o Fim do Mundo



“Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”
Lucas 18.8 

Se você está lendo este texto significa que o mundo não acabou, conforme amplamente anunciado. Vamos ser sinceros? Sabíamos que nada aconteceria. O motivo é que cremos no Deus Soberano que está no controle de todas as coisas, que sabe até quantos fios de cabelo há na nossa cabeça (Mateus 10.30). 

O Soberano garantiu a vinda do Salvador Jesus pela sua Palavra. Profetas em diferentes épocas prenunciaram a respeito (Isaías 9.6). Mas o tempo foi passando e as pessoas foram se esquecendo, perdendo a fé. Quando iniciou o seu ministério, Jesus teve sérios embates, não com os considerados pecadores, mas justamente com aqueles líderes religiosos que supostamente sabiam das profecias, esperavam o Messias e criam nas promessas. Tratava-se na verdade de uma geração perversa (Mateus 12.45). 

Pensemos agora em nossa geração. O mesmo Deus que enviou seu Filho, garantiu a sua segunda vinda (Atos 17.30,31). Já fazem mais de 2000 anos. As pessoas se esqueceram disso e preferem crer que o fim de tudo será uma grande catástrofe natural. Será que Jesus perderia o seu compromisso de vir e julgar a terra e separar os eleitos? Impossível. O fim do mundo culmina com a segunda vinda de Jesus. 


Mas quando Jesus vier, “achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8) Ou o secularismo e valores deste mundo terão dominado os cristãos? 

Jesus achará os cristãos ensinando aos filhos o verdadeiro significado do Natal? Ou quando Ele vier achará entre nossos filhos vários mitos, dentre eles o do velhinho vestido de vermelho como a missão de distribuir presentes, o ícone do natal capitalista? 

Jesus achará o seu povo celebrando sua graça salvadora no Natal? Ou quando ele vier estaremos muito ocupados imersos no consumismo desenfreado desta época, onde as lojas, sedentas de clientes abrem até tarde? 

Há uma grande hipocrisia no sistema, pois ao mesmo tempo em que se passa a mensagem de fraternidade e de tempo com família, por amor ao lucro, retira-se exatamente isso das pessoas que não possuem outra opção de emprego. Afinal, o que cultuamos e servimos? Ao dinheiro e aos bens materiais? 

Não estou propondo um radicalismo. Mas será que devemos aceitar tudo o que a sociedade nos impõe de maneira natural e acrítica? É certo que não. 

Portanto neste Natal, volte-se para a essência, para a simplicidade da mensagem de salvação: “hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2.11) Fale disso com seus filhos, com sua família e cultue a Deus por tamanha graça e misericórdia. 

Nesse sentido, nessa essência e com esse propósito, um feliz Natal!

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004.
É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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