Casamento: investimento e maturidade


Sempre temos algo há aprender. Nunca nos tornamos sábios o suficiente a ponto de nos colocarmos em uma posição em que outros nos adorem, pois somente Deus é merecedor de adoração. Digo isso pois, apesar de 23 anos de casado (bodas de Marfim), ainda estou aprendendo como esposo e pai, cuja caminhada se mostra sempre com nuances e cores maravilhosas e surpreendentes.


No dia 29 de abril de 2011, muitos brasileiros e brasileiras contemplaram o casamento de dois jovens, o príncipe William e a “plebéia” Kate Middleton (foto acima). Muitos sonhos e expectativas os dois nutriam em seus corações de “viverem felizes para sempre”. Seus súditos torceram e desejaram toda a felicidade aos nubentes.
Creio que o “casal encantado” não ouviu alguns ‘conselhos’ de grandes personalidades, como a de Millôr Fernandes: "Família é uma pequena sociedade composta por um homem que não ganha o suficiente, de uma mulher que não cuida da casa como devia cuidar e de alguns filhos que estão cada vez mais impossíveis".

...ou de Leonardo da Vinci: “Casamento é como enfiar a mão num saco de serpentes na esperança de apanhar uma enguia”.

...ou de Sophie Loeb: “Todos os homens nascem livres e iguais; se, depois, decidem se casar, a culpa é deles”.

...ou de Herbert Spencer: “Casamento: cerimônia em que se coloca uma aliança no dedo da mulher e outra no nariz do homem”.

...ou de Don Herold: “Casamento é um erro da juventude – que todos deveríamos cometer”, 

ou de Voltaire: “Casamento é a única aventura aberta aos covardes”.

...ou de Anton Chekov: “Um homem e uma mulher se casam porque não sabem o que fazer com si mesmos”.

Sem falar naqueles que se escondem atrás do anonimato: “Casamento é o sacrifício que o homem faz pelo sexo e sexo é o sacrifício que a mulher faz pelo casamento. Um solteiro atribui os seus fracassos ao destino; um homem casado, à mulher”.

Apesar da família, como instituição, ser solapada e vilipendiada por muitos, a vida conjugal e familiar ainda está nos propósitos de Deus para o ser humano. Além da Sua Palavra, a Bíblia, prefiro buscar outros conselhos de pessoas que entendem e percebem o valor desse momento na vida de homens e mulheres, que refletirão em uma sociedade melhor.

Conselhos como o de Mário Quintana, cujas promessas levam o casal à maturidade. Ou do pastor, compositor e poeta Atilano Muradas, cuja música revela um pouco da profundidade desse relacionamento a dois. Relacionamento que reflete a união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.22-33).

Que os casais, sejam antigos ou novos, ou ainda aqueles que sonham partilhar a vida a dois, busquem investir no grande amor, busquem aprender até morrer, sem o mito do casamento perfeito. Daquele que investe no grande amor e disposto está para aprender até morrer, buscando a maturidade.

-----------------------------------------
Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
Tecnologia do Blogger.