Ainda aprendendo, porém compartilhando



Não possuo um ministério de longos anos, ainda estou aprendendo nestes primeiros 10 anos, cuja caminhada em alguns momentos se tornou árdua, árida, amarga e solitária, e em outros se mostraram fecundas, profícuas, doces e solidárias. 

Assim, gostaria de partilhar, com você que também tem um chamado, uma definição de Morton Kelsey (Livro: Ministério Profético. São Paulo: Editora Paulus, 1998. Página 05.) que de tempos em tempos procuro refletir sobre ele, e que tem me mantido, com servo Seu, fiel ao Seu chamado:
“O ministério cristão é o conhecimento do amor salvífico de Deus expresso na vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, é a aceitação pessoal desse amor de Deus por nós e é a partilha desse amor com outros seres humanos, quer nas relações individuais, quer na ação social, para que possam encontrar esse amor e esperança por si mesmos”.

Essa definição traz três realidades que vão além dos profissionais religiosos, são para todos os ministros/servos do Senhor que um dia conheceram, aceitaram e proclamam o amor de Deus em Jesus Cristo.


Conhecer
O ministério cristão envolve conhecer esse amor salvífico de Deus. O verdadeiro serviço cristão acontece somente quando esse amor inunda o nosso coração, de tal maneira que esse amor nos constrange (2Co 5.14), cujo desafio é sempre conhecê-Lo mais e mais (Os 6.3).


Aceitar
O ministério cristão envolve aceitar esse amor. Não há como servir sem ser profundamente impactado, transformado, e sobre tudo aceitar esse grande amor. Não há como ser mero transmissor. Eu e você somos chamados a sermos discípulos, a caminharmos ao seu lado, a exalarmos o Seu perfume (2Co 2.14-16).


Partilhar
O ministério cristão envolve partilhar esse amor. Não podemos guardar egoisticamente esse amor. Devemos compartilhar com outros, sejam cônjuges, filhos, parentes, vizinhos, amigos, estranhos, cultos ou não, homens ou mulheres, crianças ou idosos, enfim, proclamar apaixonadamente esse amor de Deus revelado na cruz do Calvário.

Jesus enviou seus discípulos ao mundo para pregarem a boa-nova de que o Reino de Deus está próximo. Deviam também ensinar às pessoas o modo de entrar nesse reino e de nEle permanecer por toda a eternidade. Deviam ainda curar as mentes, os corpos e as almas. As estruturas da sociedade precisavam de cura para que os indivíduos se conservassem saudáveis. Para Jesus o ministério uma ofensiva ao território das trevas e do mal. Deus usa-nos como instrumentos de esperança e alegria, de amor e compaixão, de misericórdia curadora, de transformação e renovação num mundo de escravidão, opressão e pobreza. (idem)

Assim, diariamente somos desafiados a conhecer esse amor e deixarmos ser conhecidos também por ele, não apenas de ouvir (Jó 42.5), mas com intimidade; somos desafiados a rendermos e a buscarmos a plenitude desse amor; somos desafiados a dividir esse amor com qualquer um que ainda não foi impactado e transformado pelas boas novas do evangelho.

Essa tarefa não se limita apenas aos líderes da igreja, mas se estende a todos os seguidores de Jesus. Significa ser um embaixador da boa-nova. “...e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.19-20).

Você é um discípulo dEle?

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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