Primeiro amor



Apocalipse 2:1-7

Na vida todos os cristãos tem um momento em que Cristo através de seu Espírito nos convence que o caminho de Deus é o único e verdadeiro caminho. Isso acontece das mais variadas formas e tempos. Esse momento marca o primeiro amor, um momento em que você esta fortemente interessado em servir a Deus e envolver-se com sua obra.

Este é o primeiro e verdadeiro amor que:

1- Deve resistir ao tempo
O primeiro amor pode esfriar, e começamos a ceder aos apelos da carne, do orgulho pessoal. Como muitos casamentos que o amor vai desaparecendo, o cristão pode esfriar em seu relacionamento com Deus.

Vai perdendo o primeiro amor mesmo continuando a participar dos trabalhos da igreja. Vem a todos os cultos, está disposto ao trabalho, mas não motivado pelo verdadeiro amor. Como um casal que perde o amor,mas faz de conta que está tudo bem e vive um casamento ativo.

Assim como o tempo não deve apagar o amor no casamento. O tempo não deve tirar o brilho de nosso trabalho na Igreja, de nosso louvor, de nossa atenção à mensagem, de nossas orações. Todas as ações cristãs bem como o exercício de todos os dons espirituais, devem ser inspirados pelo amor.

É preciso muita atenção para perceber se o passar do tempo não está sendo um influência ruim. O tempo deve construir o amor, não o apagar. O amor verdadeiro deve resistir ao tempo.

2- Deve resistir ao zelo na adversidade
A igreja de Éfeso foi elogiada pelo seu trabalho árduo, uma igreja muito atacada por doutrinas estranhas. De tanto lutarem contra os problemas enfrentados esqueceram o amor.

Éfeso é sem dúvida um exemplo a ser seguido por sua dedicação pela causa de Cristo. Solidamente firmados na verdade do evangelho, perseverantes em suportar circunstâncias adversas com fidelidade.

Mas, temos que tomar cuidado para que na busca do zelo, não venhamos a perdermos o amor. Assim como muitas brigas de casais acontecem por que cada um querer as coisas muito “certas” do seu jeito. Na busca do zelo, começam as cobranças, quase sempre com grosseria ou ironia, e o amor se desgasta.

Também na igreja acontece isso. Na adversidade, passamos a cuidar dos problemas e esquecemos das pessoas e de Deus. No zelo de deixar tudo em ordem abandonamos o amor.

É preciso lembrar que o zelo sem amor é loucura. O trabalho deve edificar a igreja e não ser um instrumento de discórdias, disputas e afastamento do primeiro amor.

“O trabalho do justo conduz à vida” Pv.10:16.

"Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei" (1Co 13:12).

3- Deve ser reconquistado 
v.4 “abandonaste o teu primeiro amor” .

Sempre resta esperança. Se abandonamos o primeiro amor (deixamos partir, ir embora, relaxar, dispensar) devemos e podemos reconquistá-lo. Sem amor nada tem significado, o amor consegue em um momento muito mais do que qualquer esforço sem sentimento. 

O trabalho sem amor se torna enfadonho. Por isso que para muitos o trabalho da Igreja se torna cansativo, vir à igreja é difícil. Falta compromisso e falta AMOR. Com amor a dona de casa se alegra em cuidar da casa, de seus filhos e marido.

Com amor você se firma na Igreja, trabalha e tem resultados. v.5 “Lembra-te de onde caíste arrepende-te”. Volte sua memória aos dias anteriores, aos primeiros planos de realização espiritual. Arrepende-te, mude de ideia, de conduta e volta a prática das primeiras obras.

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Hebert dos Santos Gonçalves, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1990 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2006. É um dos escritores do Pão Diário da Rádio Transmundial. É fundador e editor do site: www.hebert.com.br
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