Amargura e paz


Eis que foi para minha paz
que tive eu grande amargura – Isaías 38.17.

Temos que reconhecer que nossa compreensão sobre viver a paz na qual Jesus nos promete é limitada, medíocre e pequena em relação a sua amplitude e magnitude. 

A paz que queremos e buscamos é uma paz isenta de tribulações, crises, problemas, dores, enfermidade, amargura... Falsa ilusão crer assim, pois Jesus já disse que deixaria a paz, a sua paz Ele nos daria não como dá o mundo, pois isso afirmou não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14.27).

O rei Ezequias diante de sua enfermidade cantou verdades sobre o Pai celestial e suas melodias podem também trazer-nos a paz de Deus em nosso atribulado e amargurado coração.

ELE CANTOU HARMONIOSAMENTE QUE DEUS O AMA. 
Amor que nos torna preciosos e dignos de honra aos seus olhos (Is 43.4). E mesmo diante da tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo... (Rm 8.35) podemos afirmar que nada poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8.39).

ELE ENTOOU MELODIAS QUE DEUS O LIVRA. 
Salvação ministrada diante da nossa angústia (Sl 81.7), que nos livra das tribulações (Sl 107.6), que nos livra de homens fraudulento e injusto (Sl 43.1), que nos põe a salvo e nos glorifica (Sl 91.14-15), pois o Senhor assim sempre nos livra e nos protege (Sl 41.1-3).

ELE HARMONIZOU CANÇÕES QUE DEUS O PERDOA. 
Perdão que esquece, que lança nossas iniquidades nas profundezas do mar e revela Sua fidelidade e misericórdia desde os dias antigos (Mq 7.18-20).

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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