Servir

Trabalho cristão
Alguém resumiu a fé e o trabalho dizendo que o cristão é aquele que ora como se tudo dependesse de Deus, mas que trabalha como se tudo dependesse dele próprio.

Já Rui Barbosa dizia que a oração e o trabalho são os recursos mais poderosos na formação moral do homem: pela oração ele se coloca em comunhão com o criador e, pelo trabalho ele completa a obra da criação.

(Extraído do livro “Pense Comigo – Meditações Evangélicas”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)

Viver para servir
O Rev. Natanael Emerich, pensando em todas as bênçãos que recebera de Deus, em toda a sua vida, expressou a conclusão a que chegou, nos seguintes versos: "anoiteceu... e a lua abriu, silente sobre o veludo azul do céu tranquilo, o parêntese de ouros do Crescente. Eu quis encher o céu de outras estrelas! Contei as bênçãos todas, quis cobri-lo., e era pequeno o céu para contê-las."

Quando meditamos na bondade de Deus para conosco, um sentimento de profunda gratidão invade o nosso ser, e nós desejamos viver para servir, principalmente àqueles que são mais infelizes do que nós.

(Extraído do livro “Pense Comigo – Meditações Evangélicas”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)

Os melhores passageiros
Um homem comprou uma passagem para viajar numa diligência. Havia passagem de primeira, segunda e terceira classes. Chegando à diligência notou que todos os lugares já estavam tomados indistintamente por passageiros das três classes. Notou ainda que todos os lugares eram iguais. Saiu a deligência e quando chegou a uma subida, o condutor disse aos passageiros de primeira classe que continuassem em seus assentos. Disse aos passageiros de segunda classe que descessem e caminhassem a pé e aos passageiros de terceira classe mandou que descessem e empurrassem a diligência. 

Na Igreja cristã não há lugar para passageiros de primeira classe. Gente que pensa que a salvação é uma viagem cômoda para o céu!

Não há lugar para passageiros de segunda classe, aqueles que são levados por razões outras a maior parte do tempo, e quando têm que trabalhar, vão caminhando por conta própria sem se importar com a situação dos outros. 

O verdadeiro cristão deve ser um passageiro de terceira classe, pronto a descer do "carro" e empurrar com toda a força da boa vontade, todos juntos sem privilégio além do privilégio de pertencer à Igreja de Jesus Cristo.

Os passageiros devem ser todos do grupo a que se refere o profeta Isaías quando afirma: "um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te".

(Extraído do livro “Pense Comigo – Meditações Evangélicas”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)

Pastores de antigamente
Os antigos ministros foram feitos para o tempos difíceis. Eram os ministros do sertão, presos à sela de animais. Faziam um contraste com os ministros do asfalto. É bom lembrar que os ministros de Deus não exercem o seu ministério envergando só a beca de Doutor e as láureas de bacharéis. 

O ministro do evangelho não se faz com diplomas. Ele é chamado e, antes, separado pelo Senhor da Seara. É o Espírito Santo que faz ministros, como se lê em At. 13:2. Os diplomas são ótimos para ministros vocacionados e estudiosos. E podem até valer pouco, ou nada.

(Extraído do livro “Os meus dias” – Rev. Lázaro Lopes de Arruda, 1997.)

Obreiro animado
Comecei a realizar pregações regulares no meu bairro. Diversas famílias reuniam-se em casa. Era uma liturgia simples: cânticos de hinos, orações e prédica. Procurava me espelhar no Rev. Waldemar. No final, ingenuamente, impetrava a bênção apostólica e um tio me dizia que eu deveria batizar os que se convertiam. (Esse sacrilégio eu não cometi!) 

Deste trabalho, diríamos melhor, serviço - ato de servir - resultaram muitas conversões; mais tarde, o Rev. Uriel Antunes de Moura recebia 14 pessoas por profissão de fé. Tempos depois, fiquei sabendo que as ordenanças do batismo, da eucaristia e a bênção apostólica eram atos exclusivos do ministro ordenado. Apenas fiquei um pouco constrangido, sendo alvo de gracejo quando revelei isto a uns colegas.

(Extraído do livro “Os meus dias” – Rev. Lázaro Lopes de Arruda, 1997.)
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