Pobreza

O leite
Lembrei-me então de uma história que li sobre refugiados de guerra, depois da segunda guerra mundial. Uma família inglesa adotou uma menina, filha de refugiados. Na primeira manhã que passou na casa de seus novos pais, à mesa durante o café da manhã, a mãe, a nova mãe, serviu-lhe um copo de leite. Todos continuaram tomando o café a menina tomou apenas um gole de leite. 

A mãe então perguntou por que ela não estava bebendo o leite, se ela não gostava de lei. A menina então com os olhos arregalados de surpresa, perguntou: - mas eu posso beber todo o leite"? E pensar que há tanta gente desperdiçando tanto "leite", todos os dias!

(Extraído do livro “Pense Comigo – Meditações Evangélicas”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)

Ironia
Dias atrás um ministro de estado disse que em nosso país a pobreza está mal distribuída. Isso como piada até soaria bem, mas como séria, seria! Não será a riqueza que está mal distribuída? Afinal existe alguma coisa a se distribuir na pobreza?

(Extraído do livro “Respingando – Crônicas e Memórias”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)

Pobreza, luta
Nasci de pais camponeses. Conheço o gosto de ser pobre. Compadeço-me de milhares e milhões que trabalharam de "sol a sol". Eram, e são, ludibriados, enganados mil vezes, bandeira de combate dos ambiciosos políticos que, nos palanques, gritam: "Estamos em defesa do povo!" Depois de eleitos, mudam o programa.

Foi a frase que envelheceu. Ninguém mais acredita em ninguém! É esse povo chamado de "povão", "poviléu", "povinho", "plebe", "arraia miúda", "gentinha", sem se lembrar de outros nominativos: "bóias- frias", "caipiras", "tabaréus" e "candangos", estes extremamente pejorativos. Sou dessa gente que tenta construir o Brasil! 

Gente que vai desaparecendo nas garras da fome, do pauperismo, do obscurantismo, corroída pela miséria, num quadro de desespero. Mil vezes enganada, mil vezes tripudiada. E assim mesmo: vai um governo, vem outro, novas promessas, novas desilusões. O povo espera... espera... espera... Até quando ??

(Extraído do livro “Os meus dias” – Rev. Lázaro Lopes de Arruda, 1997.)
Tecnologia do Blogger.