Como a terceira pessoa da Trindade preserva a sociedade, estimula a virtude cívica e capacita a cultura humana.
Texto base
"O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras." — Salmo 145.9
"Quando, pois, os gentios, que não têm lei, praticam, por natureza, as coisas da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se." — Romanos 2.14-15
"E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente no tempo próprio. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera; somente há um que, agora, o detém, até que seja tirado do meio." — 2 Tessalonicenses 2.6-7
Introdução
Uma das obras mais fascinantes e abrangentes do Espírito Santo é também uma das menos compreendidas pela maioria dos cristãos: a sua atuação na chamada graça comum.
Quando pensamos no Espírito Santo, nossa mente se volta quase que imediatamente para a sua obra de salvação.
Lembramo-nos da regeneração do coração, da convicção de pecado, do consolo nas aflições e da santificação pessoal do crente.
Essas são, sem dúvida, operações gloriosas da graça especial de Deus.
No entanto, se limitarmos a atuação do Espírito apenas ao círculo dos redimidos, seremos incapazes de explicar a realidade do mundo ao nosso redor.
Diariamente, somos confrontados com um paradoxo intrigante.
Se a Bíblia ensina com clareza que o ser humano sem Deus está totalmente corrompido pelo pecado, por que a sociedade humana não é tão perversa e destrutiva quanto o próprio inferno?
Por que vemos pessoas que rejeitam a Cristo praticando atos admiráveis de caridade, governando com retidão ou criando obras de arte de beleza comovente?
Como explicar que um vizinho ateu ou cético seja, muitas vezes, mais cortês, honesto e paciente do que alguns membros de nossas igrejas?
A resposta bíblica e reformada para esse mistério não se encontra em uma suposta bondade inata do homem, mas na presença sustentadora do Espírito Santo sobre toda a humanidade.
É o Espírito de Deus quem impede que a sociedade se autodestrua, freando a maldade humana, incentivando a prática da ordem pública e capacitando homens e mulheres com inteligência, arte e ciência.
Compreender essa doutrina transformará a sua visão da sociedade, curará o orgulho religioso e despertará profunda gratidão ao Soberano Senhor da criação.
1. O enigma do ser humano: depravação total e o pagão virtuoso
Para compreendermos a necessidade da graça comum, precisamos examinar com honestidade o diagnóstico bíblico acerca da condição humana após a Queda no Éden.
Quando Deus criou o primeiro homem, dotou-o de verdadeira retidão, conhecimento e santidade.
O Espírito Santo soprou nas narinas de Adão o fôlego de vida, fazendo dele um reflexo fiel da imagem moral de seu Criador.
Contudo, ao rebelar-se contra o mandamento divino, Adão arrastou toda a raça humana para a ruína espiritual.
A natureza humana corrompeu-se por completo.
A teologia reformada denomina essa condição de depravação total.
Isso não significa que todo ser humano cometa todos os pecados possíveis a todo momento.
Significa que todas as faculdades da alma humana — a mente, a vontade, as afeições e a consciência — foram radicalmente contaminadas pelo pecado.
◆A mente está obscurecida: O homem natural não conhece a Deus de modo salvífico e rejeita a verdade espiritual como loucura ("o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura" — 1 Coríntios 2.14; Romanos 1.18).
◆O coração é hostil a Deus: Longe da graça vivificadora, o coração humano é inclinado exclusivamente para o mal ("enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto" — Jeremias 17.9; Romanos 8.7).
◆A vontade está morta espiritualmente: Não há quem busque a Deus por iniciativa própria, nem quem faça o bem espiritual puro aos olhos do Senhor ("não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus" — Romanos 3.10-12; Efésios 2.1).
Se a humanidade está espiritualmente morta e entregue à sua própria maldade, surge o grande enigma: como é possível que existam pessoas não crentes com conduta moral exemplar?
Ao longo da história, muitos filósofos e teólogos liberais tentaram resolver esse dilema negando a depravação humana.
Afirmavam que o homem é bom no fundo da alma, como uma pedra bruta que apenas necessita de polimento para revelar pedras preciosas.
As Escrituras, porém, rejeitam essa visão ingênua.
Sem a intervenção de Deus, o ser humano é como uma fruta aparentemente bela por fora, mas apodrecida e cheia de vermes por dentro.
O que impede a podridão de se manifestar em sua plenitude destruidora não é a virtude autônoma do indivíduo, mas a graciosa contenção do Espírito Santo.
Aplicação
◆Cura contra o orgulho e a presunção moral: Reconhecer a depravação total elimina qualquer sentimento de superioridade espiritual.
Se você hoje ama a Deus e busca a santidade, isso não se deve a uma sensibilidade moral superior que nasceu em você, mas à pura graça soberana do Espírito Santo que ressuscitou o seu coração.
◆Humildade diante das incoerências cristãs: Ver pessoas sem fé vivendo de forma mais honrada e honesta nos negócios do que certos crentes professos deve produzir quebrantamento e vergonha na igreja brasileira.
Que essa constatação nos leve ao arrependimento sincero, abandonando a hipocrisia e a fofoca.
◆Visão lúcida da sociedade: Não caia no erro utópico de achar que a educação humana ou reformas puramente políticas mudarão o coração do homem.
O ser humano continua necessitando desesperadamente da intervenção redentora de Deus.
2. A natureza da graça comum e a operação do Espírito
Diante da corrupção universal da raça humana, Deus não abandonou a sua criação ao caos imediato.
Ele derrama sobre o mundo a sua graça comum.
Essa graça é chamada de graça porque se trata de um favor totalmente imerecido concedido a pecadores rebeldes.
Em vez de executar imediatamente a sentença de condenação eterna (Romanos 1.18), Deus manifesta paciência e bondade para com a humanidade.
Ela é chamada de comum porque não se restringe aos eleitos, mas se estende indistintamente a toda a humanidade, alcançando justos e injustos, crentes e incrédulos.
É fundamental, contudo, distinguir com precisão teológica as duas manifestações da graça de Deus:
◆Graça especial (salvadora): É fruto do amor redentor de Deus pelos seus eleitos.
Ela opera a regeneração monergista, o arrependimento para a salvação, a fé salvífica em Jesus Cristo, a justificação e a santificação que conduz à vida eterna.
◆Graça comum (não salvadora): É fruto da bondade providencial de Deus para com a sua criação como um todo.
Ela inclui a chuva sobre as lavouras, o calor do sol, a preservação da ordem natural, a manutenção da consciência moral e a ação não regeneradora do Espírito Santo no seio da sociedade.
O Espírito Santo é a pessoa da Trindade encarregada de executar essa graça no coração dos homens e na estrutura da sociedade.
Ele atua na vida dos não regenerados sem convertê-los, preservando as estruturas da vida humana para que a história possa se desenvolver, a igreja seja chamada e o plano da redenção atinja o seu pleno cumprimento.
Aplicação
◆Gratidão sincera pelas bênçãos do dia a dia: O ar que respiramos, o funcionamento da medicina, a existência de leis que garantem a segurança pública e os momentos de paz social no Brasil são dádivas diárias da graça comum do Espírito Santo.
Aprenda a agradecer a Deus por essas misericórdias invisíveis.
◆Amor generoso pelo próximo não crente: Se o próprio Deus trata os incrédulos com benignidade, paciência e graça providencial, a igreja não pode adotar uma postura de desprezo ou ódio contra os que não compartilham da fé cristã.
Devemos refletir a benevolência do Pai celestial para com todos os homens.
3. A tripla atuação do Espírito Santo na graça comum
A ação não salvadora do Espírito Santo sobre os incrédulos e a sociedade manifesta-se de três maneiras claras nas Escrituras.
1. A contenção soberana do mal e da violência
A primeira função do Espírito Santo na graça comum é negativa: Ele atua como um poderoso freio contra a maldade humana.
O Espírito impede que indivíduos, governantes e sociedades deem vazão total às suas inclinações corruptas.
Deus utiliza diversos meios para conter o pecado: as leis civis, o medo das punições temporais, a reprovação social da família e as forças da providência.
No entanto, há também uma ação direta do Espírito Santo na mente e na consciência humana:
◆A história do rei Saul: O Espírito do Senhor veio sobre Saul concedendo-lhe capacidade governamental e restringindo seus impulsos, embora ele não fosse um homem espiritualmente regenerado.
Quando Saul endureceu o coração em rebeldia obstinada, o texto registra que "o Espírito do Senhor se retirou de Saul" (1 Samuel 16.14), deixando-o à mercê de suas obsessões e loucura.
◆A resistência ao Espírito em Israel: O mártir Estêvão confrontou os líderes judeus dizendo: "Vós sempre resistis ao Espírito Santo" (Atos 7.51; veja também Isaías 63.10).
O Espírito agia na consciência daquela geração freando a iniquidade, mas eles rejeitaram essa influência.
◆O freio contra o mistério da iniquidade: O apóstolo Paulo afirma que o espírito do Anticristo já opera no mundo, mas não pode se manifestar em sua plenitude porque há Alguém que o detém (2 Tessalonicenses 2.6-7).
Esse poder restritivo supremo é a presença atuante do Espírito Santo.
Quando Deus retira parcialmente esse freio do Espírito como juízo sobre uma nação, o resultado é a decadência moral vertiginosa e a violência generalizada.
O apóstolo Paulo descreve esse processo terrível em Romanos 1.24-32, quando Deus "os entregou às concupiscências do seu próprio coração".
Se o Espírito Santo retirasse hoje todo o seu freio, a vida na terra se tornaria instantaneamente insuportável.
2. O estímulo ao bem moral relativo e à virtude cívica
A segunda atuação do Espírito Santo é positiva.
Ao frear o mal na alma do homem natural, o Espírito o estimula a praticar atos que são externamente corretos e socialmente benéficos.
Aqui, a teologia reformada faz uma distinção crucial entre o bem espiritual/sobrenatural e o bem cívico/relativo (conforme ensina a Confissão Belga em seu artigo 14):
◆O bem espiritual verdadeiro: É aquele que nasce de um coração regenerado, fundamentado na fé em Jesus Cristo, guiado pela lei moral de Deus e praticado com o objetivo supremo de glorificar a Deus.
Sem fé e sem amor a Cristo, nenhuma obra é espiritualmente meritória diante do tribunal divino ("tudo o que não provém de fé é pecado" — Romanos 14.23; Hebreus 11.6).
◆O bem cívico ou relativo: Refere-se a ações que, em sua forma externa, estão em perfeita conformidade com a justiça e a lei moral de Deus, embora o agente não tenha motivações de fé em Cristo.
A Bíblia reconhece abertamente a existência desse bem cívico entre os não regenerados.
Reis ímpios de Israel como Jeú, Joás e Amazias praticaram o que era reto aos olhos do Senhor em certos aspectos de suas administrações, recebendo bênçãos temporais por isso (2 Reis 10.30; 12.2).
O próprio Jesus afirmou que até os pecadores fazem o bem àqueles que lhes fazem o bem (Lucas 6.33).
Da mesma forma, Paulo elogiou os gentios que, não tendo a lei escrita, praticavam por natureza os preceitos da lei moral (Romanos 2.14).
É por obra do Espírito Santo que vemos, no cotidiano:
◆Pessoas ateias ou agnósticas dedicando suas vidas para aliviar a dor de doentes em hospitais filantrópicos.
◆Empresários sem fé cristã tratando seus empregados com dignidade e pagando salários justos.
◆Cidadãos que arriscam a própria vida em enchentes e desastres naturais para salvar desconhecidos.
Essas atitudes não compram a salvação dessas pessoas, mas tornam o convívio humano agradável, belo e seguro.
3. A concessão de dons, talentos e vocação cultural
O terceiro aspecto da graça comum operada pelo Espírito é a concessão de talentos intelectuais, habilidades técnicas, sensibilidade artística e aptidão para as ciências e governança política.
O Espírito que soprou a vida no ser humano continua sendo a fonte de todo o gênio criativo na história.
Nenhum ser humano inventou sua própria inteligência.
Quando lemos em Isaías 45.1 que Deus "ungiu" o imperador pagão Ciro, as Escrituras nos mostram que o Espírito concedeu a esse rei persa sabedoria estratégica e capacidade militar para cumprir um propósito soberano na história.
Foi o Espírito Santo, mediante a sua graça comum, quem capacitou:
◆Aristóteles e Platão a formularem reflexões lógicas profundas.
◆Shakespeare a escrever tragédias literárias de riqueza psicológica incomparável.
◆Johann Sebastian Bach e Ludwig van Beethoven a comporem obras musicais de beleza singular.
◆Cientistas e pesquisadores a descobrirem vacinas, tratamentos médicos e teorias físicas como a relatividade de Albert Einstein.
Os cristãos não têm o monopólio da inteligência nem da criatividade.
Toda verdade e toda beleza expressas na cultura humana procedem, em última instância, do Espírito de Deus.
Como afirmou brilhantemente o teólogo Charles Hodge: "A maior calamidade que pode cair sobre um indivíduo, uma igreja ou uma nação é que Deus retire dela o seu Espírito Santo".
Aplicação
◆Engajamento cultural sem medo ou isolacionismo: A igreja brasileira não deve fugir do envolvimento com a sociedade, as universidades, as artes e as profissões civis.
Podemos apreciar com discernimento a boa literatura, a música clássica, a arquitetura e os avanços tecnológicos desenvolvidos por pessoas não crentes, dando glória ao Espírito Santo que concedeu esses dons à humanidade.
◆Vocação e excelência no trabalho diário: Como servos de Cristo, devemos exercer nossa profissão na sociedade com excelência redobrada.
Se o Espírito capacita até os incrédulos com grandes habilidades, com quanta mais diligência, zelo e ética nós, que fomos regenerados, devemos trabalhar para o bem comum de nosso país e para a glória do Senhor.
◆Oração fervorosa pelas autoridades e pela paz social: Diante dos desafios de segurança pública, violência urbana e tensões políticas que o Brasil enfrenta, devemos orar continuamente para que o Espírito Santo mantenha o seu freio sobre a maldade humana, concedendo sabedoria e justiça aos magistrados e governantes civis.
Perguntas para reflexão e grupos pequenos / EBD
- Como a doutrina da depravação total nos ajuda a entender por que o ser humano precisa da contenção do Espírito Santo para que a sociedade não caia na anarquia completa?
- Por que o fato de existirem pessoas sem fé em Cristo com vidas moralmente corretas ("pagãos virtuosos") não anula o diagnóstico bíblico de que todos são pecadores culpados diante de Deus?
- Qual é a diferença teológica essencial entre o bem espiritual/salvífico e o bem cívico/relativo? Por que uma doação milionária de uma pessoa ímpia para caridade é útil para a sociedade, mas não pode salvá-la no juízo final?
- De que maneiras o reconhecimento de que o Espírito Santo distribui dons de inteligência e arte na graça comum ajuda a combater tanto o preconceito cultural quanto o isolacionismo na igreja evangélica brasileira?
- Ao observar a crescente hostilidade contra valores éticos na cultura contemporânea, como a passagem de 2 Tessalonicenses 2.6-7 traz consolo e direcionamento para as orações da igreja local?
Conclusão
A doutrina do Espírito Santo e a graça comum abre os nossos olhos para a amplitude majestosa do governo divino.
O Deus que adoramos não cuida apenas das cerimônias religiosas e dos nossos momentos devocionais.
Ele sustenta o universo inteiro, freia a fúria do pecado humano e semeia dons, luz e ordem em cada canto da história.
No entanto, é imperativo encerrar este estudo com uma advertência pastoral solene: a graça comum não salva ninguém.
Estar sob a bênção da graça comum, desfrutar de saúde, ter inteligência brilhante, ser um cidadão respeitado ou praticar filantropia generosa jamais abrirá as portas do céu para um pecador.
Ninguém entrará no Reino de Deus com base em suas realizações cívicas.
Para a salvação eterna, o homem necessita desesperadamente da graça especial: precisa da obra sobrenatural do Espírito Santo que arranca o coração de pedra, gera fé salvífica na pessoa e no sacrifício de Jesus Cristo e nos justifica pela imputação da justiça do Filho de Deus.
Demos graças ao Senhor pela atuação generosa do Espírito Santo que torna o nosso mundo habitável e preserva a nossa nação da barbárie.
E, acima de tudo, proclamemos fielmente o Evangelho da cruz, para que muitos sejam alcançados não apenas pelo freio temporário da graça comum, mas pelo poder transformador e eterno da graça salvadora em Cristo Jesus.
Baseado e adaptado de: PALMER, Edwin H. El Espíritu Santo (1995).
Lista de estudos da série
1. Como conhecer de verdade o Espírito Santo e sua divindade – Estudo Bíblico sobre a Trindade
2. O poder secreto do Espírito Santo na criação do cosmos – Estudo Bíblico sobre a Criação
3. Como a ação do Espírito Santo impede a autodestruição do mundo – Estudo Bíblico sobre Graça Comum
4. A forma infalível como o Espírito Santo inspirou as Escrituras – Estudo Bíblico sobre a Revelação
5. Por que a razão humana precisa do Espírito Santo para entender a Bíblia – Estudo Bíblico sobre Iluminação
6. O segredo da atuação do Espírito Santo na vida terrena de Jesus – Estudo Bíblico sobre Cristo
7. O milagre soberano do Espírito Santo que ressuscita a alma morta – Estudo Bíblico sobre Regeneração
8. Como vencer o pecado diário pelo poder do Espírito Santo – Estudo Bíblico sobre Santificação
9. Tudo o que você precisa saber sobre o Espírito Santo e o dom de línguas – Estudo Bíblico sobre Dons Espirituais
10. Os passos práticos para ser guiado pelo Espírito Santo sem cair em enganos – Estudo Bíblico sobre Decisões
11. As garantias gloriosas do Espírito Santo que provam que você é filho de Deus – Estudo Bíblico sobre Adoção
12. O segredo para orar com poder e fogo no Espírito Santo – Estudo Bíblico sobre Oração
13. A ação invisível e poderosa do Espírito Santo na edificação da Igreja – Estudo Bíblico sobre Eclesiologia
14. O significado revelador dos 7 símbolos do Espírito Santo na Bíblia – Estudo Bíblico sobre Símbolos
15. A verdade libertadora sobre o pecado imperdoável contra o Espírito Santo – Estudo Bíblico sobre Blasfêmia
16. O caminho prático para viver cheio do Espírito Santo todos os dias – Estudo Bíblico sobre Plenitude
