As Bem-Aventuranças (7) - Os Pacificadores

Mau humor


Façam tudo sem queixas nem discussões (Fp 2.14).

Conta-se a história de um mestre que tinha o hábito de explodir em acessos de fúria e culpar seus companheiros quando as coisas davam errado. 

Ele decidiu afastar-se da causa de seus problemas e foi para um mosteiro do deserto, onde praticamente não tinha contato com outros seres humanos. 

Certa manhã, após instalar-se em sua nova morada, esbarrou acidentalmente no cântaro de água e lhe derramou o conteúdo. Ficou enfurecido, mas não havia ninguém por perto a quem culpar. Encheu novamente o cântaro. 

Pouco tempo depois, o mesmo fato se repetiu. Num ímpeto de ira, arremessou o cântaro ao chão, fazendo-o em pedacinhos. Depois de acalmar-se, começou a refletir e chegou à conclusão de que seu mau humor era problema dele mesmo e não dos outros.

Criamos hábitos bons e ruins. Um dos piores é o hábito da amargura, da cólera, do descontentamento. Se deixarmos a raiva controlar nossa vida, sempre encontraremos motivos de discutir com as pessoas e de ver no outro coisas que nos irritam. 

Para viver uma vida de paz e mansidão, precisamos pedir a Deus sabedoria. Essa sabedoria que vem do alto nos faz enxergar coisas boas nos momentos ruins, no lugar de ver sempre o mal, até mesmo nas coisas e momentos bons.

Tiago diz que o sábio mostra sua inteligência e sabedoria em mansidão. Tendo controle de suas emoções e ações. Ele diz: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tg 3.17). 

Só pode ter paz quem semeia a paz. O sábio é pacificador, vive em paz e promove a paz. Quer ser curado do mau humor? Peça sabedoria a Deus. Ele a dá liberalmente aos que lhe pedem.

“O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com os que tomam conselho” (Pv 13.10). Ouçamos os bons conselhos de nossos amigos e de Deus.

Quem semeia a paz colhe justiça.

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