Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência (Cl 3.12).
Quando buscamos viver em amor a Deus e ao nosso próximo, a mansidão e a longanimidade passam a fazer parte essencial da nossa vida diária.
Amar é lembrar que somos unidos por uma missão maior. Quando amamos a Deus, compreendemos que nossa missão é mais importante do que nossa própria opinião.
Nossa opinião muda como o vento, sendo muitas vezes falha e influenciada pelo ego. Já nossa missão é perfeita, guiada pelo propósito eterno de Deus.
O controle das emoções e o espírito domado
Para praticar o amor, buscamos viver uma vida de mansidão. Isso significa viver com moderação e equilíbrio, sem se deixar levar pela ira com facilidade.
Ser manso e longânimo é ter o espírito domado. É a qualidade do domínio próprio, que nos permite manter as emoções sob controle mesmo em crises.
Encontramos uma lição de humildade nas palavras de Paulo aos Coríntios, onde ele questiona o porquê de os irmãos brigarem tanto por direitos pessoais.
O fato de haver litígios entre vocês já significa uma completa derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem o prejuízo? (1Co 6.7-8).
Aprendendo com a longanimidade de Cristo
Havia divisões e brigas na igreja de Corinto. Paulo disse que já bastava a vergonha da discussão; levar o assunto aos tribunais era um escândalo ainda maior.
Muitas vezes, ceder em benefício da paz é melhor do que brigar ferrenhamente por direitos. Agir com mansidão é o que aprendemos diretamente com Jesus.
A longanimidade de Cristo foi testada ao extremo, e Ele se entregou mansamente na cruz. Ter longanimidade é ter um "longo ânimo" e não perder a alegria.
É sábio buscar o autocontrole em vez de revidar ou agir por vingança. Com mansidão, estaremos sempre no caminho da paz. Agrade a Deus e viva com amor.
Autor: Hebert Gonçalves