Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza (Jr 9.23).
Um mosquito pediu à mãe para ir ao teatro, mas ela não deixou. Ele insistiu: “Ora, mamãe! Que é que isso tem de mau?”
A mãe acabou cedendo, mas com uma recomendação: “Está bem, você pode ir. Mas cuidado com as palmas!”
Me perdoem a piada, mas ela termina com uma recomendação muito importante: “Cuidado com as palmas”.
O perigo oculto nos elogios
Claro que não corremos o mesmo perigo de uma mosca de sermos esmagados pelas mãos de uma pessoa, mas as palmas podem nos deixar convencidos.
Os elogios podem matar nossa humildade. David Livingstone disse: “O mundo crê que eu busco fama; sem embargo, eu tenho uma regra: não leio nada sobre os elogios que me fazem”.
Agostinho também afirmou: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”.
O valor equilibrado do incentivo
É claro que não podemos ser resistentes, não aceitando boas palavras de incentivo. É muito bom saber que as pessoas gostam de nosso trabalho.
Elogios são importantes para sabermos que estamos no caminho certo. Eles nos incentivam a continuar e nos fortalecem.
“O princípio mais profundo da natureza humana é o anelo de ser apreciado” (William James). O que não é bom é valorizar demais as palmas e se sentir superior.
Glorificando a Deus em tudo
Quando somos elogiados, devemos ficar contentes e, na mesma hora, glorificar a Deus, reconhecendo que tudo o que temos vem d’Ele.
Portanto, tomando o devido cuidado, devemos receber os aplausos e nos alegrar. Também devemos aplaudir e reconhecer o trabalho de outras pessoas.
Paulo elogiou os Tessalonicenses para fortalecê-los. Podemos encorajar outros mostrando suas qualidades, mas lembre-se sempre: mantenha uma certa distância das palmas.
Autor: Hebert Gonçalves