Seja fiel até à morte, e eu lhe darei a coroa da vida (Ap 2.10b).
Na biografia de Roberto Moffatt, conta-se como um chefe do sul da África e doze de seus bravos seguidores esperavam-no com as suas lanças envenenadas levantadas.
Eles estavam prontos a enfiá-las no peito do missionário. Moffatt estava consertando o seu vagão com a esposa ao lado quando chegaram os guerreiros.
Deixando as ferramentas cair ao chão e expondo o peito aos selvagens, Moffatt disse-lhes calmamente: “Não temos receio nenhum das suas ameaças”.
“Viemos abençoá-los e pretendemos ficar aqui. Se quiserem, porém, ficar livres de nós, façam o que quiserem. Mas quando estivermos mortos virão outros”.
A força de quem não teme a morte
As lanças caíram e o chefe disse aos seus homens: “Estes missionários não têm receio algum da morte, parecem ter dez vidas. Com certeza há uma vida além”.
O exemplo de Roberto Moffatt animou e anima a todo missionário de coração, pois muitos têm arriscado e dado suas vidas ao trabalho da causa.
Moffatt entendeu com clareza o que Paulo disse aos Romanos: “Rogo-vos que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1).
É interessante notar que o texto não diz que devemos apresentar um sacrifício, mas nos apresentarmos como o próprio sacrifício diante do Senhor.
O chamado para se oferecer completamente
A versão NTLH diz: “peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo”. Paulo ensina que devemos nos dedicar totalmente a Deus.
Sejamos incentivados por este testemunho e pela recomendação clara da Palavra de Deus sobre a necessidade de permanecermos firmes e fiéis.
Não devemos temer as oposições. Deus nos dá coragem para resistir às tentações deste mundo e força para trilhar o caminho da transformação diária.
A cada dia somos transformados e usados para a transformação de outras pessoas pelo testemunho por nós apresentado. Sacrifício vivo agrada a Deus.
Autor: Hebert Gonçalves