O cristão



Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal (Jo 17.15). 

No livro O Peregrino, o personagem principal, chamado Cristão, depois de fugir da cidade Feira das Vaidades, chega ao povoado de Boas-Palavras. 

Encontra-se com um certo senhor chamado Interesse Próprio. Pede informações sobre a cidade. Interesse Próprio assegura a Cristão que Boas-Palavras está povoada de pessoas muito ricas e nobres. 

Em seguida, menciona a Cristão uma lista de nomes de parentes seus que ali residiam. Ele diz: 

São quase todos os habitantes da cidade, mas principalmente o senhor Vira-Casaca, o senhor Contemporizador, e o senhor Boas-Palavras, de cujos ascendentes tomou seu nome a cidade, os senhores Afago, Duas-Caras, Qualquer-Coisa, o prefeito da vila, o senhor Duas-Línguas, que era irmão da minha mãe por linha paterna, porque, realmente, para falar toda a verdade, eu sou fidalgo de muito boa linhagem, apesar do meu bisavô não ter passado de um barqueiro, que olhava para um lado e remava para o outro, ocupação em que adquiri quase toda a minha vida. 

Como nós somos conhecidos? Quem somos? Pela descrição do senhor Interesse Próprio vemos que o povoado de Boas Palavras não era habitado por boas pessoas. 


Nós também não somos perfeitos, nem mesmo muito diferentes destes personagens. Somente pela graça de Deus dia a dia somos transformados. 

Deixamos para trás nossa velha natureza e passamos a servir a Deus. Vivemos em novidade de vida. Nós estamos no mundo, como o personagem do livro O Peregrino chamado Cristão. 

Nos encontramos no meio de muitas tentações, mas dia a dia podemos nos afastar das feiras da vaidade e das más qualidades. Em Jesus fomos justificados e lavados, fomos santificados e, mesmo que por um tempo tenhamos vivido como o mundo vive, isso não ocorre mais. 

Vivemos no mundo, mas estamos livres do mal, somos guardados por Deus. Estamos no mundo, mas somos de Deus. Não amamos o mundo, mas a Deus. Sejamos luz.

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