O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação (Sl 9.9).
“Ninguém percebe a gravidade do problema alheio” (George Herbert). Esta frase tem muito sentido.
Até percebemos que as outras pessoas sofrem, mas na maioria das vezes estamos tão envolvidos com a nossa dor que parece que o nosso problema supera o de todos os outros.
Ao participar de um grupo de terapia de apoio certa tarde, um homem de meia-idade percebeu que estava em seu pior momento.
O terapeuta explicou que, primeiro, fariam um círculo, e cada participante falaria por alguns minutos sobre o que estava acontecendo em sua vida.
O homem de meia-idade ouvia pacientemente cada um dos outros participantes.
Quando chegou a sua hora de descarregar seu problema, percebeu que sua história era uma das mais tristes do grupo. Então, reparou que a última pessoa do círculo era um belo jovem de vinte anos.
O rapaz disse: “Meus amigos, estou com câncer em fase terminal. Meus médicos disseram que só tenho de três a seis meses de vida. Venho lutando com isso há um mês, e finalmente tomei uma decisão”.
Sua voz ganhava confiança à medida que falava.
“Vou aprender a pilotar aviões. Resolvi viver”. O homem de meia-idade prendeu a respiração. Percebeu que os motivos de todos os outros haviam sido corriqueiros e pequenos, comparados à situação daquele rapaz.
Como vencer a autopiedade e focar no que realmente importa?
Com esta história podemos aprender que nossa vida e os problemas que enfrentamos estão longe de ser os piores existentes na humanidade.
Também aprendemos que independente da situação que enfrentamos não devemos desistir de viver. Mesmo enfrentando dificuldades, podemos e devemos seguir a vida e decidir viver.
Devemos tomar cuidado para não nos deixarmos envolver pela autopiedade, às vezes fazendo de pequenos problemas, montanhas intransponíveis.
Não devemos pensar que a vida do outro é fácil, todos nós carregamos nossos fardos. Devemos lembrar que o peso que carregamos não é leve nem pesado e sim na medida que podemos suportar.
Decida viver.
Autor: Hebert Gonçalves
