Arrependimento, Perdão e Alegria


Lucas 15. 11 a 31

Em Lucas 15, vers.1 e 2, Jesus recebe gente de má fama, que se chega a Ele para ouvir sua mensagem e compartilhar uma refeição, tal atitude provoca ressentimento entre os fariseus e os escribas. Essa reação, por parte dos religiosos motiva Jesus a pronunciar as três parábolas que lemos no texto. Trata-se de uma história de arrependimento, perdão e alegria. 
Quais são os personagens?

O filho mais novo é apresentado como uma pessoa descontente com a vida que levava na companhia de seus pais. Resolve pedir a sua parte na herança, sai de casa e desperdiça tudo o que tem com meretrizes. Somos informados que a terra distante que o jovem resolveu viver passa por um período de grande fome. No ápice da degradação e desespero o jovem deseja comer a comida dos porcos, mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, resolve voltar para a casa patena, reconhecendo que pecou antes de tudo contra Deus e depois contra o seu pai.

O pai, que surpreende o filho, cheio de compaixão, correu ao encontro do moço, abraçou, beijou e ouviu a declaração do filho. Este pai amoroso perdoa o moço e o restitui a posição de filho mandando pôr-lhe a melhor roupa, sandália nos pés e o anel no dedo. Tem início uma festa, pois o filho perdido foi encontrado.

O filho mais velho é apresentado como alguém que fica indignado com o perdão do pai concedido ao filho mais novo. Somos informados que ele também se recusa a participar das celebrações e da alegria do pai ao recuperar o filho perdido, e considera o pai injusto por não dar a ele o devido valor.

Quais são os ensinos da parábola?

A figura central no texto é o Pai, que ama incondicionalmente. Ao narrar à degradação do filho, Jesus enfatiza o amor do pai para com o filho que retorna. Já o filho arrependido aprendeu que a rebeldia contra o pai só trouxe miséria, solidão e servidão. Não merece ser tratado como filho, todavia é restaurado pelo amor do pai (Lucas 15.24).



Por outro lado, nota-se que o filho mais velho não quer participar da festa e não vê o irmão como irmão (Lucas 15.30). É importante mencionar que o amor do Pai é igual, mas o coração do filho mais velho é egoísta e não participa da alegria do pai. 

A mensagem do texto é bastante clara. O amor e a bondade de Deus se revelam de tal maneira que transforma situações e muda expectativas humanas. A atuação do pai demonstra amor tanto para o “justo” como para o “perdido”. 

Deus está pronto a aceitar o pecador que está sinceramente arrependido. O refrão (Lucas 15.32) nos leva a pensar: participamos da alegria de Deus pela conversão dos pecadores? Estamos dispostos a contribuir ou vamos criar obstáculos para a permanência desse povo em nosso meio? 

Converter-se a Cristo é reconhecer o estado de rebeldia e miséria espiritual que estamos. É sermos restaurados como filhos amados de Deus. O Senhor toma a iniciativa e nos ama incondicionalmente, ele nos ama. 

Para pensar
Afinal, você com que filho se parece? Com o perdido que vivia fora de casa? Ou com o perdido que vivia dentro de casa? Como o amor incondicional do Pai nos ajuda amar outras pessoas?

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Josimar Gabriel da Rocha é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1993 Foi ordenado pastor em 1995. Trabalhou como missionário no Rio Grande do Sul como plantador da Igreja de Alegrete, RS.