O Pai Nosso (2)

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...o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Mateus 6:11-13 

Na segunda metade da oração do Pai Nosso, o adjetivo possessivo passa de “teu” para “nosso”, quando passamos das coisas divinas para os nossos próprios pedidos. 


Pão nosso de cada dia dá-nos hoje: “pão” era um símbolo de “todas as coisas necessárias para a preservação desta vida, como o alimento, a saúde do corpo, o bom tempo, a casa, o lar, a esposa, os filhos, um bom governo e a paz” (John Stott). 

Pedir pelo sustento diário não é impedimento para ganhar a própria vida. Temos obrigação de trabalhar e também ajudar nosso próximo necessitado. 

Este pedido é importante, pois é uma declaração de dependência de Deus. Sabemos que é Deus quem nos dá todas as coisas. Inclusive força para o trabalho. 

Perdoa-nos as nossas dívidas como nós temos perdoado aos nossos devedores: “O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. Por isso, o pedido seguinte é: Perdoa-nos as nossas dívidas. 

O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece o castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, ele cancela a penalidade e anula a acusação que há contra nós” (John Stott). 

Os versículos 14 e 15, que se seguem à oração, declaram que o nosso Pai nos perdoará se perdoarmos aos outros. Deus perdoa aquele que se mostra arrependido. A ênfase é que o verdadeiro arrependimento vem de uma pessoa que também aprendeu a perdoar. 



Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal: “O pecador cujo mal praticado no passado foi perdoado anseia ser libertado de sua tirania no futuro. Não permitas que sejamos induzidos à tentação que nos possa derrotar, mas livra-nos do maligno” (John Stott). 

Este pedido expressa o desejo de ser guiado pelo Espírito Santo em um caminho que não se deixa ser atraído pelas coisas da carne. 

A oração que Jesus nos ensinou é a verdadeira oração. Não é como uma repetição de palavras sem significado, mas uma oração feita de forma sábia, fruto da comunhão com Deus. 

Dá-nos, Senhor, sustento, perdão e proteção.
(Acesse aqui a parte 1)

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