Temos abrigo seguro



Senhor, no meio da aflição te buscaram; quando os disciplinaste sussurraram uma oração (Is 26.16).

Nos dias de verão, as florestas estão repletas de ninhos de aves. Eles ficam escondidos entre as folhas. Os passarinhos sabem onde estão e quando vem uma tempestade ou quando chega a noite, eles voam, cada um para o seu ninho. J. R. Miller disse sobre isso: 

“Assim, as promessas de Deus estão escondidas na Bíblia, como ninhos na grande floresta; e deveríamos voar mais que depressa a qualquer perigo ou alarme, escondendo-nos ali, no ninho de nossa alma, até que passe o temporal. Não há castelos no mundo tão invencíveis quanto as palavras de Cristo”.

Jamais seremos derrotados se confiarmos em Deus. Suas promessas sempre serão honradas. Quando buscamos o Senhor, temos em sua companhia o livramento. Nossas lutas, podemos entregá-las em suas mãos. O que mais deve nos preocupar não são os perigos da tempestade, mas a incredulidade. 

O perigo é o distanciamento da fé, quando nos afastarmos tanto do ninho a ponto de esquecermos onde ele está. Nossa oração deve ser: 

“Livremo-nos, pois, da incredulidade e da consciência culposa. Escondamo-nos na rocha e na morada do Senhor, abrigados sob as asas do amor eterno, até que todas as calamidades passem” (D. L. Moody).

Mesmo que nosso afastamento de Deus esteja nos fazendo perder a fé, ainda resta esperança. Devemos reconhecer que sem Deus estamos perdidos. 

Durante muito tempo, Israel esteve sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote para ensiná-lo e sem a Lei. Mas, em sua angústia, eles se voltaram para o Senhor, o Deus de Israel; buscaram-no, e ele deixou que o encontrassem (2Cr 15.3-5). Ainda há tempo de encontrar descanso no ninho de Deus.

Diante do grande amor de Deus devemos buscar o perdão e a direção de Deus para o caminho. “Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (2Co. 7.1).

Esconde-me à sombra das tuas asas.

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