Ouvi!


Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça (Mc 7.16).

Conta-se que um violinista propôs a si mesmo entrar em uma selva habitada por animais ferozes. Sua crença no poder de sua música assegurava-lhe que encantaria os animais, tocando seus corações.

Estava ele no meio da floresta quando o leão o farejou. A fera, ao farejar sua presa, veio correndo e quando ia desferir o bote fatal, ouviu o som que emanava do violino e encantado aninhou-se ao lado dele para saborear as melodiosas notas do violino. 

Pouco depois, o tigre também farejou a refeição em potencial, também veio correndo, mas foi seduzido pelo som emitido pelo violino e também parou para contemplar a performance do violinista. 

E assim sucessivamente, cada animal que avistava ou farejava o homem e seu violino, aproximava-se decidido a devorá-lo, mas quando envolvido pelo som que tocava acomodava-se junto aos outros para apreciar o show encantador apresentado pelo violinista. 

E assim ia... até que a dona onça também passou por perto, também farejou o violinista e também veio correndo e devorou o violinista e o violino, não sobrando absolutamente nada dos dois! 

Então os animais perguntaram: Dona onça, a linda música não foi capaz de sensibilizá-la? E a dona onça sem nada entender, arregalou os olhos e exclamou: Ahn? Ahn? o que? Fala mais alto! Dona onça era totalmente SURDA! 

E a melhor das músicas só faz sentido para quem é capaz de ouvi-las!

A mais linda melodia da Palavra de Deus não faz sentido para quem tem ouvidos fechados. Mas quem ouve se encanta. Quem ouve se curva. Quem ouve muda de atitude. 

Estevão fez uma das pregações mais completas e foi morto apedrejado. As pessoas que o ouviam estavam surdas. Resistiram a Deus, resistiram à verdade. “Ouvindo eles isto, enfureciam-se no seu coração e rilhavam os dentes contra” (At 7.54).

Como temos ouvido a Deus? “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.15).

A sabedoria clama em alta voz.

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