Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria (Sl 90.12).
Tiago diz que somos como a neblina que aparece por um instante e logo se dissipa (Tg 4.14).
Ele aplica este exemplo falando sobre o perigo da arrogância de acharmos que temos controle da nossa vida, vivendo como se tudo dependesse de nossas decisões pessoais.
Tiago está correto quando diz que precisamos tomar cuidado para não sermos orgulhosos. Além de não termos o controle, nossa vida é extremamente frágil.
Vivemos poucos anos. Nascemos, vivemos e logo morremos. Ter a consciência da fragilidade da vida fará toda diferença no modo em que iremos vivê-la.
O impacto da consciência sobre a brevidade
O Rev. Douglas Boaventura escreveu sobre este tema fundamental para a espiritualidade cristã:
Se a fragilidade da vida fosse realmente levada a sério, certamente o mundo já seria bem diferente. No mínimo seríamos mais humanos e humildes, menos ambiciosos, e mediríamos melhor as palavras, ações e propósitos do nosso coração.
A vida é muito mais breve do que imaginamos. A qualquer instante somos tomados deste mundo e daqui nada levamos.
Pior ainda é deixar um legado inútil e sujo, com atitudes indignas de serem imitadas. E ao fim, ter que apresentar-nos diante do Justo Juiz e prestar contas da vida e do tempo que ele nos concedeu aqui.
Devemos clamar como o salmista que disse: Ajuda-nos a entender como a vida é breve, para que vivamos com sabedoria (Sl 90.2).
Se entendermos como são poucos os dias da nossa vida, saberemos vivê-los melhor. Não desperdice sua vida. Busque vivê-la em sabedoria.
Vivê-la diante de Deus e não distante Dele. Não desperdice sua existência, viva com qualidade, viva em paz.
Qualidade e paz na vida é só Jesus que pode dar. A vida é breve, mas pode ser vivida intensamente, plenamente, amorosamente.
Como diz Paulo aos Efésios, devemos remir o tempo porque os dias são maus (Ef 5.16). Devemos aproveitar cada oportunidade.
Buscar saber o que fazer e fazer o que é nosso dever. Reflita e viva melhor para glória do Senhor.
Autor: Hebert Gonçalves