As Bem-Aventuranças (7) - Os Pacificadores

Pense antes de agir


Entretanto, a que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está morta (1 Tm 5.6). 

As ofertas são tentadoras, as oportunidades constantes. Ofertas para pecar, oportunidades para desfrutarmos maiores prazeres. Vou contar duas fábulas de Esopo que ilustram este assunto. 

A primeira é a da Mosca e o Mel

Do pote de mel a gota caiu. A mosca chegou. Lambeu e lambeu. E se lambuzou. A perna prendeu, a asa caiu. Lutou e lutou até que morreu. Moral da história: Por que destruir a si no prazer? 

A segunda fábula é a das Duas Rãs que viviam num pântano. 

No verão o pântano secou e elas foram procurar outro lugar para morar. Chegaram perto de um poço. Uma disse: Parece um lugar gostoso e úmido. Vamos pular e fazer nossa casa. Mas a outra retrucou: Vamos com calma, amiga. Se este poço secar, como vamos sair e pular? 

Moral da história: É bom pensar duas vezes antes de agir. 

Vemos algumas semelhanças nestas duas fábulas e também uma principal e importante diferença. A semelhança está na busca por prazer e alegria. 


Uma busca que fez com que a mosca e uma das rãs não medissem o perigo que estavam correndo. Apenas viram a satisfação momentânea que iriam desfrutar. 

A diferença nestas duas histórias é que na segunda fábula a rã não estava sozinha e, quando aconselhada, ouviu o sábio conselho de sua amiga. 

Por que destruir a si no prazer? Por que arriscar a perder tudo e ao mesmo tempo sem nada conquistar? É bom pensar duas vezes antes de agir. 

Devemos nos lembrar que não podemos ser mais amigos dos prazeres do que de Deus. Devemos viver com alegria, ao mesmo tempo aproveitando os nossos dias sempre com sabedoria, ouvindo os conselhos de Deus, dos amigos e familiares através dos quais ele fala conosco. 

Éramos desobedientes, desgarrados, escravos dos prazeres. Mas em Cristo agora somos livres. Deus mostrou a sua bondade e o seu amor por nós. Ele nos salvou, teve compaixão de nós. Não estamos sozinhos. Escute o que te fala quem lhe quer bem. 

Resista aos prazeres transitórios do pecado.

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