Você já deve ter ouvido falar da casa dos mil espelhos.
Conta-se que, tempos atrás, em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos.
Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitá-lo. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada.
Olhou através da porta com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.
Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil cãezinhos felizes, todos com as caudas balançando tão rapidamente quanto a dele.
Ele abriu um enorme sorriso e foi correspondido imediatamente com mil enormes sorrisos de volta.
Quando saiu da casa, pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes".
Neste mesmo vilarejo, outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.
Quando viu mil olhares hostis de cães que o encaravam, ele rosnou e mostrou os dentes irritado.
Ficou horrorizado ao ver mil cães rosnando e mostrando os dentes para ele de volta. Ao sair, pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui".
Esta ilustração de autor desconhecido terminava com uma frase: “Todos os rostos no mundo são espelhos”.
Por que culpamos o espelho pelo nosso próprio reflexo?
Quando olhamos para algumas pessoas e elas estão sérias ou bravas, muitas vezes é porque nós estamos olhando para elas dessa forma.
Elas estão apenas refletindo o tratamento e a expressão que estão recebendo de nós.
Quando enfrentamos situações que parecem pesadas demais, pode ser que estejamos nos empenhando muito pouco na luta.
Para fazer amizades devemos ser amigos; para vencer os problemas, precisamos de fato lutar.
Queremos, às vezes, colher sem plantar, ser bem-tratados ou promovidos sem ter feito qualquer esforço de colaboração.
Achamos o mundo um lugar horrível e culpamos o espelho por apenas refletir exatamente quem somos.
Sorria para a vida.
Autor: Hebert Gonçalves
