Vida ou morte


Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fp 1.21). 

A vida é um dom de Deus. Viver é maravilhoso. Mas é preciso saber viver e também saber morrer. 

Se eu souber onde mora a minha esperança, terei razões para viver e razões para morrer. E a vida ficará bela mesmo no meio das lutas (Rubem Alves). 

Na Bíblia encontramos um exemplo de alguém que depois de encontrar a Cristo soube viver e também tinha convicção sobre o que é morrer. Este personagem foi o apóstolo Paulo. 

Paulo faz uma declaração interessante dizendo: “Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo” (Fp 1.23-24). 

O que nos chama atenção é que, tanto viver ou morrer, para ele tinha um único significado, servir a Deus. 

Para ele, o importante não eram os tesouros da vida e nem as ruas de ouro do céu. O importante era que Cristo fosse engrandecido na sua vida e na sua morte. 

Ele deixa claro que o melhor para ele era morrer e estar realmente com Cristo. Mas sabia que ficar vivo significava continuar seu ministério suprindo a carência daquelas pessoas. 

Estava feliz pelas orações dos irmãos em seu favor, pois assim ele entendia que, mais do que a vontade dele, a vontade de Deus iria prevalecer. Ele tinha confiança de que Cristo seria engrandecido em seu corpo, quer pela vida, quer pela morte. 

Ainda não era hora de morrer. Paulo chegou a esta conclusão e disse: “Estou certo que ficarei e permanecerei entre vós, para o vosso progresso e gozo na fé” (Fp 1.25). 

Para Paulo, vida prolongada não era sinônimo de conquista de bens, não era ter a alegria de ter filhos e netos formados e casados. 

Ele não queria homenagens e placas comemorativas por seus serviços prestados. Era simplesmente continuar servindo, mesmo que tivesse que sair andando e chorando (SI 126.6). 

A razão de sua esperança era Cristo. Servir a Deus era seu propósito na vida e na morte. 

Onde mora a sua esperança?

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