Duvidaram de Deus, dizendo: Poderá Deus preparar uma mesa no deserto? (Salmos 78.19).
Quando lemos o Salmo 78, podemos ver a indignação de Deus com o Seu povo.
Eles foram ingratos e, mesmo após muitas provas de livramento e suprimento de suas necessidades, questionaram o poder divino: “Conseguirá também dar-nos de comer? Poderá suprir de carne o seu povo?” (Sl 78.20).
Susannah Spurgeon comentando este texto, levanta uma questão interessante:
Como puderam ser tão cegos, tão ingratos e tão perversamente incrédulos. Nós também fazemos o mesmo muitas vezes. Nós irritamos o santo de Israel e ofendemos a Deus através de nossa incredulidade tenaz. Por diversas vezes pensamos, mesmo que não tenhamos falado: Poderá Deus preparar uma mesa no deserto?
Cada vez que nos sentimos desamparados, realmente somos tentados a questionar o poder de Deus em suprir as nossas necessidades.
Esquecemos quantas vezes ele já nos abasteceu com banquetes muito maiores que poderíamos imaginar e colocamos em dúvida se mais uma vez iremos receber algo que precisamos.
É hora de erguer a cabeça e lembrar que do Senhor virá o socorro. Deus sempre fará em nossa vida muito mais do que pedimos ou pensamos. Nas dificuldades devemos agir com fé e não com incredulidade.
Por que a incredulidade bloqueia a provisão diária?
A incredulidade atrai a ira de Deus, a fé move montanhas. A incredulidade afasta o milagre, a fé nos aproxima das bênçãos de Deus.
Jesus não realizou milagres na sua própria terra. “E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles” (Mt 13.58).
Quando olhamos para o que Deus já realizou na história, no lugar de pensarmos que já foi o bastante, devemos nos encher de esperança. Deus é o mesmo ontem e hoje, e o será para sempre (Hb 13.8).
A parábola do juiz injusto termina com uma pergunta profunda de Jesus aos Seus discípulos:
“Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lc 18.7-8).
No devido tempo Deus fará cumprir suas promessas.
Autor: Hebert Gonçalves
