
Há muitas igrejas que, apesar de terem belos templos e grandes estruturas, estão em pleno desmoronamento espiritual.
E a culpa é de quem?
Uma vez que a igreja bíblica é formada por pessoas e não por tijolos, a responsabilidade recai sobre cada um e seu respectivo comportamento.
Vejamos, então, algumas coisas que matam igrejas:
1. Excesso de críticas, pouco apoio
É aquela mania humana de sempre enxergar o que está errado e desconsiderar o que está bom. E assim, vamos presenteando a liderança na igreja ou qualquer pessoa disposta a trabalhar com críticas, observações e exigências de todos os ângulos.
Dessa forma, cria-se um círculo vicioso perverso: quem não ajuda, critica; e quem poderia ajudar não o faz por medo de se tornar o próximo alvo.
O que fará essa igreja no futuro? As pedras terão que clamar e trabalhar no lugar dela? (Lucas 19.40).
2. Muita exigência, pouca doação
A vítima, nesse caso, quase sempre é a liderança. Exige-se evangelismo, missões, visitação, pregação de excelência e acompanhamento integral da parte do pastor.
Por outro lado, contamos nos dedos os membros que se dispõem a evangelizar, que participam das reuniões durante a semana ou que se envolvem ativamente nos projetos promovidos pela liderança.
Todos exigem, mas poucos se doam. Diante desse quadro, o resultado inevitavelmente é insatisfatório.
3. Muita carnalidade, pouco Reino de Deus
Sejamos sinceros: muitas pessoas que estão hoje nas nossas igrejas acabam agindo como instrumentos do adversário.
Cultivam apenas divisões, espalham fofocas, fazem críticas desleais e agem pelas costas. É o clássico joio no meio do trigo, composto por pessoas que tentam se impor pelo tempo de banco de igreja e não pela maturidade espiritual.
4. Frieza e distância emocional
Gestos simples como um sorriso, delicadeza, um abraço sincero e cordialidade fazem toda a diferença. Não existe nada mais devastador do que a frieza nos relacionamentos fraternos, especialmente dentro de uma comunidade de fé.
Um pastor que percebe que não é amado, encorajado ou apoiado sente-se em um deserto árido e logo ficará tentado a desistir de sua jornada. Afinal, ninguém consegue permanecer saudável em um ambiente onde não é aceito.
5. Religiosidade e tradicionalismo
Quando a presença em uma atividade secundária ou ensaio torna-se mais importante do que o próprio culto de adoração, é sinal de que a atividade virou o culto e o projeto transformou-se no objeto adorado.
Quando ocorre qualquer inversão onde se prioriza a forma externa em detrimento do conteúdo espiritual, é evidência de que houve também uma inversão no coração: a religiosidade e o tradicionalismo falaram mais alto.
Reflexão Prática
Diante desse cenário, avalie com sinceridade:
- Qual é a real situação da sua igreja hoje: vivendo ou morrendo?
- Qual tem sido a sua postura e atitude em relação a isso?
Autor: Andrei Barros