Hino 245 - Homens sábios e de bem



1. Vós, homens sábios e de bem 
E vós que estais em dor, 
Lembrai-vos todos, afinal: Nasceu o Salvador,
Trazendo a todos salvação, a todos paz e amor!

Oh! Louvai o bom Deus com fervor; 
Com fervor!
Oh! Louvai o bom Deus com fervor!

2. De Deus o nosso pai, 
Do céu um anjo apareceu 
E boas-novas de louvor 
Aos bons pastores deu: 
Que lá na vila de Belém o Cristo lhes nasceu.

3.  Oh! Não temais,
Pois vim trazer mensagem singular: 
Nasceu o vosso Redentor, 
Que aos homens quer salvar! 
Libertará de todo mal a quem não duvidar.

4. Ao nosso Deus e Salvador 
Louvores entoai,
Com verdadeira gratidão 
As novas proclamai, 
E neste dia de Natal ao Salvador louvai! 

Informações
Letra: Anônimo, século 18
Tradução: Ethel D. Dawsey e Antonio de Campos Gonçalves

História
Este hino tradicional de Natal vem da Inglaterra, de uma coleção existente no museu Britânico intitulada "Roxburghe Ballads" (1770). Nessa edição tem oito estrofes. Foi o primeiro cântico (carol) da série "Christimas Carols New and Old" (1871), editado pelo Rev. Bramley e por Sir Jonh Stainer (v. hino n° 231). 

Tem sido considerada uma publicação fundamental no renascimento da música natalina tradicional do século dezenove. Stainer é o responsável pela harmonização mais conhecida e divulgada desta melodia. A tradução adaptada que publicamos tem responsabilidade de dois importantes nomes de nossa hinologia. 

O primeiro é o de Ethel Dawsey, filha de missionários que trabalharam durante muitos anos no Brasil. Seu pai, o Bispo Cyrus Dawsey, exerceu enorme influência na denominação metodista. Pastoreou diversas igrejas no interior e sempre foi muito estimado pela sua bondade e admirado pela sua cultura. Dentre seus filhos destacamos o Rev. Cyrus Jr. e Sarah Dawsey educadora pioneira do ensino pré-escolar no Brasil. Ethel casou-se com o músico Alberto Willard Ream. 

O casal veio para o Brasil em 1937 para trabalhar a música das igrejas, primeiramente em igrejas do interior de São Paulo e Minas Gerais radicando-se, em seguida, na capital paulista. Na Igreja Metodista Central organizaram o Instituo Coral e, em 1949, transferiram-se para o Rio de Janeiro para fundar a Escola de Música Sacra do Colégio Bennett que dirigiram até 1957, ano em que retornaram aos Estados Unidos. 

Ethel é autora de dois livros sobre Hinologia: "História de Hinos" (1939), publicado pela Junta Geral de Educação da Igreja Metodista do Brasil e "Nossos hinos e sua história" (1951), publicado pela Escola de Música Sacra, graças a um fundo especial criado pela Sra. Helen Stebbins em memória de seu marido Charles Stebbins. 

O prefácio é do Rev. Antônio de Campos Gonçalves, colaborador na tradução deste hino. Ethel traduziu diversos hinos e escreveu outros textos originais que foram musicados pelo seu marido.


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