Como restaurar uma família



“Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos” (v.1). (2 Reis 4.1-7) 

Esta belíssima história bíblica repassada de dor e sofrimento nos mostra a maneira como Deus age na vida de uma Família da Aliança quando esta procura o Seu auxílio. Muitas famílias se desmoronam nos dias atuais simplesmente pelo fato de não buscarem nEle a resposta, o socorro, o livramento e a solução. 

Neste mês de maio, quando celebramos o Mês do Lar queremos destacar que, conforme escreveu o Revdo. Prof. Adão Carlos do Nascimento que “Não há casamento tão bom que não possa ser melhorado e não há casamento tão estragado que não possa ser restaurado”. 

Esta história na vida da esposa de um dos discípulos do profeta Eliseu que morrendo a deixou endividada e, com o perigo ter de entregar os filhos como escravos para o pagamento da dívida, conta a interferência milagrosa de Deus, salvando a sua família e restaurando o seu lar. 

I - EM PRIMEIRO LUGAR TEMOS O DIAGNÓSTICO DA TRAGÉDIA 
“Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos” (v.1). 

Três importantes pontos diagnosticam a tragédia: 

1. Uma Morte Prematura: “Meu marido, teu servo, morreu,”. Há muita coisa morrendo no seio da família. Não é apenas a morte física, mas também a morte dos sentimentos, dos relacionamentos. 

2. Uma Dívida Não Saldada: “É chegado o credor...”. Um dos maiores inimigos da família moderna é o consumismo, ou seja, o consumo sem nenhum controle. O credor, como bem sabemos, age de acordo com os seus direitos pois o seu capital está em giro e precisa ter o pagamento do que a pessoa comprou ou emprestou.

3. Uma Única Maneira de Se Saldar a Dívida. “para levar os meus dois filhos para serem escravos”. Um filho, uma criança, é um B’nai B’rith, ou seja, “filho da aliança”. Ou ainda, como escreveu o salmista no Salmo 128.3 que “Herança do SENHOR são os filhos, fruto do ventre, seu galardão”. 

Portanto, as maiores dádivas que uma família tem, recebidas do SENHOR Deus. Infelizmente, a família moderna tem pago alto preço perdendo muitos de seus filhos.

II. EM SEGUNDO LUGAR TEMOS O DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO 
 “Certa mulher dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu...Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tu serva não tem nada em casa,” (v.1ª, 2). 

O Diagnóstico da Situação Nos Apresenta Três Importantes Reações: 

1. Um Problema Levado ao Profeta. "Clamou a Eliseu”. Muitos problemas poderiam ser resolvidos se levássemos na hora certa à pessoa certa. 

2. Uma Pergunta Para Se Descobrir Algo. “Dize-me que é o que tens em casa”. Os recursos para a realização dos milagres de Deus junto à família encontram-se dentro dos próprios lares. No entanto, muitos os desprezam. 

3. Uma Resposta Desoladora. “Tua serva não tem nada em casa...”. Ela não se apercebera do que tinha. É o que acontece com muitos. Creem que não têm absolutamente nada em seu lar que possa resolver o problema ou o conflito. 

III. EM TERCEIRO LUGAR TEMOS A SOLUÇÃO PARA RESTAURAR A FAMÍLIA 
 “senão uma botija de azeite. Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas” (vv. 2b,3). 

1. A Solução Estava No Pouco. “senão uma botija de azeite”. A solução de Deus está no pouco de bom que temos guardado no seio da nossa família. 

2. A Resolução Estava no Trabalho. “Vai, e pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos”. Alguma ou muita coisa é preciso se fazer para receber da bênção de Deus. Aqui entendemos como obediência à palavra do profeta. Naamã quase perdeu a bênção se tivesse sido desobediente à ordem de Eliseu (2 Rs5.9-14). 3. A Resposta Estava na Resolução. “vasilhas vazias, não poucas”. A fé deve levar a pessoa a agir de maneira grandiosa. 

IV – EM QUARTO LUGAR TEMOS A BÊNÇÃO DO SUCESSO DIVINO NO REPARO DE TUDO 
Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia. Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou. Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto” 

1. Uma Ação Inquestionável. Após emprestar as vasilhas dos vizinhos a mulher fechou a porta...e ela as enchia (vasilhas). Importante notar que ela não questionou a ordem do profeta, apenas obedeceu. 

2. Uma Bênção Inacreditável. As vasilhas ficaram cheias até a medida da necessidade daquela mulher de pagar a dívida. 

Conclusão 
Neste texto vemos um grandioso milagre e de que “Não há casamento tão bom que não possa ser melhorado e não há casamento tão estragado que não possa ser restaurado”.

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Antonio Coine é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil há 40 anos. Formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - SP. Licenciado em Filosofia. Mestre em Divindade e Doutor em Ministério pelo Seminário do Canadá em Manitoba/CA. Foi missionário da Igreja Presbiteriana do Canadá, plantando e pastoreando a Dovercourt-Saint Paul’s Presbyterian Church.

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