As Bem-Aventuranças (7) - Os Pacificadores

Olhe para o Senhor



Leitura Bíblica: Romanos 8.22-27
Olhem para o Senhor e para a sua força; busquem sempre a sua face (1Cr 16.11).

Quando olhou à sua frente, Florence Chadwick viu apenas um denso nevoeiro. Seu corpo estava entorpecido. Estivera nadando durante quase dezesseis horas.

Ela já havia sido a primeira mulher a atravessar o Canal da Mancha nadando em ambas as direções. Agora, com 34 anos, seu objetivo era tornar-se a primeira mulher a nadar da Ilha Catalina até a costa da Califórnia.

Naquela manhã de 4 de julho de 1952, o mar estava gelado e o nevoeiro tão denso que ela mal podia ver os barcos de apoio. Os tubarões iam na direção da sua figura solitária e eram afastados por tiros de rifle. 

Ela continuou a lutar contra o mar gelado - hora após hora - enquanto milhões de pessoas a viam pela televisão nacional. 

Perto de Florence, em um dos barcos, sua mãe e seu treinador a encorajavam. Eles diziam-lhe que não faltava muito. Mas tudo que ela podia ver era o nevoeiro. Eles a incentivavam a não desistir. Ela nunca desistira... até então. 

Com apenas meia milha a percorrer, Florence pediu para ser retirada da água. Várias horas depois, ainda aquecendo o seu corpo, ela disse a um repórter: - Veja bem, eu não estou desculpando-me, mas se tivesse visto terra, poderia ter conseguido. 

Não foi a fadiga ou mesmo a água gelada que a derrotaram. Foi o nevoeiro. Ela não conseguiu ver o seu objetivo. 

Dois meses depois, Florence tentou novamente. Dessa vez, apesar do mesmo denso nevoeiro, nadou com uma fé inabalável e vendo claramente em sua mente o seu objetivo.

Sabia que em algum lugar atrás do nevoeiro estava a terra - e ela conseguiu! Florence Chadwick tornou-se a primeira mulher a atravessar a nado o canal de Catalina, batendo o recorde dos homens em duas horas!

Esta história do livro “Histórias para Abrir o Coração 2” é um belo exemplo de que quando as nossas forças têm como base apenas nossa visão podemos perecer. Pela fé podemos vencer as barreiras mais impossíveis.

A esperança que não se vê é eterna.

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