O amigo e a ursa


O olhar amigo alegra o coração; as boas-novas fortalecem até os ossos (Pv 15.30). 

Dois amigos iam por uma estrada. De repente surge uma ursa. Um deles logo sobe numa árvore para se esconder. O outro, vendo-se quase pego, deitou no chão e se tingiu de morto. 

A ursa passa o focinho sobre ele, fareja-o daqui, fareja-o dali, e ele de respiração presa (Dizem que os ursos respeitam os mortos). 

O animal se foi e o que estava na árvore desceu e perguntou ao amigo o que a ursa lhe havia dito no ouvido. Para não viajar mais com amigos que nos deixam sozinhos no perigo, respondeu: 

- É nas vicissitudes que conhecemos os amigos. 

Esta fábula de Esopo reflete uma verdade. Até que ponto podemos contar com os amigos? Os verdadeiros amigos realmente não nos abandonam nos momento mais difíceis. 

Se nossos amigos se aproximam de nós apenas nas festas, algo parece estar errado. Mas também existem momentos em que até o melhor amigo subirá na árvore. Existem momentos em que passaremos sozinhos. Momentos em que outras pessoas não poderão ajudar. 

As pessoas têm suas necessidades, seus compromissos e, nem sempre, devemos culpá-los por terem subido na árvore. Mais importante do que exigir amizade de alguém é buscarmos ser bons amigos para os outros. 

Passamos por dificuldades específicas que somente um amigo poderá ajudar. Um amigo que nunca falta, que sempre está perto. Este amigo é Deus. Já o temos visto agindo em muitos momentos. 

Na fábula, poderíamos dizer que mais do que a ursa “respeitar os mortos”, Deus livrou o rapaz deitado no chão de ser morto. 

Em muitas situações estaremos abatidos, sem enxergar uma saída possível, porém não destruídos, pois o livramento vem de onde pela fé esperamos. 

Deus nos acode e nos coloca de pé. Deus nos livra e prova que somente ele é nosso defensor. Tenhamos esperança. Mesmo que o nosso melhor amigo nos abandone, o Senhor se compadece de nós. Ele nos fortalece e nos sustenta nas horas mais difíceis. 

Deus nos ajuda a vencer os nossos inimigos. 

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