“Alegrem-se os céus, e a terra exulte; diga-se entre as nações: Reina o SENHOR.” (1Cr 16.31)
Conta-se que um velho mestre pediu a um jovem desanimado que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. Logo em seguida, perguntou:
— Qual é o gosto?
— Horrível e amargo! — respondeu o jovem aprendiz.
O mestre sorriu e pediu ao rapaz que pegasse outra mão cheia de sal e o acompanhasse até um grande lago próximo. Os dois caminharam em silêncio. Chegando lá, o jovem jogou o sal nas águas do lago. O velho então orientou:
— Agora, beba um pouco dessa água do lago.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o mestre perguntou novamente:
— Qual é o gosto?
— É muito bom e fresco! — disse o rapaz.
— Você sente o gosto do sal? — questionou o mestre.
— Não, absolutamente nada! — respondeu o jovem.
O mestre sentou-se ao lado do rapaz, segurou sua mão e explicou:
— A quantidade de dor na vida de uma pessoa não muda. O que muda o sabor da dor é o recipiente onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que deve fazer é ampliar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago!
Deixe de ser um copo: torne-se um lago!
Quando mantemos a dor como o único foco de nossa atenção, nós a tornamos insuportável. Nossa vida parece se limitar inteiramente ao sofrimento do momento.
Porém, quando colocamos nossa dor ao lado de tudo o que vivemos, ela se dilui nas inúmeras bênçãos que recebemos de Deus no decorrer da jornada.
Torne-se um lago e olhe sempre para o todo. Você pode ter recebido uma multa, mas também já foi promovido. Pode ter ficado doente, mas viveu anos com saúde e logo estará restabelecido.
Enfrenta dificuldades na educação de um filho? Lembre-se de que Deus lhe presenteou com uma família, filhos saudáveis e incontáveis momentos de alegria ao lado deles.
Tornar-se um lago não significa ignorar os problemas da vida, mas sim aprender a diluí-los. É um chamado para seguir em frente com fé, confiança e coragem para resolver as dificuldades.
É um lembrete constante de que somos chamados à gratidão e não à murmuração. Se pararmos para contar nossas bênçãos, veremos que nossa dor atual é pequena comparada às alegrias que o Senhor nos proporciona todos os dias. Não se detenha por pequenas amarguras!
Autor: Hebert Gonçalves
