Conclusões Precipitadas


Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento (Pv 2.6). 

Um discípulo encontrou um homem muito sábio e perguntou, ansioso pela resposta: Mestre, qual o sentido da vida? O sábio, já bem idoso, permaneceu em silêncio. Apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede. 

Depois apontou seu indicador magro para o alto, para o vidro da janela, cheio de poeira e teias de aranha. Mais do que depressa, o discípulo pegou o pano, subiu em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros. 

Conseguiu alcançar a vidraça, começou a esfregá-la com força, retirando a sujeira que impedia a transparência. O sol inundou o aposento e iluminou com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros, dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações. 

Cheio de alegria, o jovem declarou: Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo aquilo que não permita o nosso aprendizado. Buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja. 

Só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez. Fez uma reverência e saiu do aposento, a fim de comunicar aos seus amigos o que aprendera. 

O velho sábio, de rosto enrugado, sentiu os raios quentes do sol a invadir o quarto com uma claridade a que se desacostumara. 

Viu o discípulo se afastando, sorriu levemente e falou: Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga. Afinal, eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu. 

Esta ilustração pode ser aplicada de diversas maneiras. Eu gostaria de lembrar do cuidado que devemos ter com as falsas interpretações e o perigo dos julgamentos. 

Muitas vezes nos achamos mais sábios do que a sabedoria. Exageramos em nossas conclusões. Dramatizamos situações, transformando espirro em tempestade. 

Devemos ser mais realistas. Precisamos dia a dia aprender a discernir melhor os acontecimentos. Busque a verdadeira sabedoria.

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