Servindo ao Senhor do culto



Mais uma vez venho apelar à consciência do meu irmão que não tem valorizado a oportunidade que Deus lhe tem dado, propiciando-lhe saúde e condições físicas para poder estar em comunhão com os irmãos na Igreja para juntos celebrarem o culto de louvor e adoração ao Senhor.

Um dos propósitos de Deus em separar um dia em sete, na semana, além do descanso físico, é o de dar oportunidade para que seus filhos se reunissem para o seu louvor. Paulo escrevendo aos Efésios afirma que: “Há um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”.

Diz mais, que: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;...” Por isso, também diz: “ ...esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do espírito no vínculo da paz”.



É obvio que o apóstolo está exortando a Igreja à uma postura de união em todas as sua realizações – “Deus age por meio de todos” - ação implica em serviço de glorificação ao nome do Senhor. Sem querer forçar o texto, pergunto ao meu amado irmão: O que é o culto para nós?

Porventura não é, segundo nossa concepção reformada, um “serviço que prestamos a Deus?”. Pois bem, dentro do contexto que Paulo está escrevendo, penso que é fundamental que estejamos unidos, juntos no momento em que a Igreja se reúne para adorar ao Senhor.

Este é o pecado que muitos irmãos estão cometendo quando, por motivos frívolos e banais, deixam de participar de qualquer “serviço” (culto) que se preste a Deus, principalmente no dia reservado por Ele mesmo para esse fim.

Como filhos de Deus resgatados do pecado e do inferno pelo sacrifício de seu Filho unigênito, Jesus Cristo, deveríamos envidar todos os esforços para estarmos reunidos, com o maior número possível de irmãos, para Lhe tributarmos os louvores e honras devidos.

A Igreja primitiva assimilou esta verdade de maneira esplêndida, tanto que Lucas fez questão de registrar: “Todos os que creram estavam juntos, e tinham tudo em comum...Diariamente perseveravam unânimes no templo, partindo o pão de casa em casa, e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

O prazer da união para adorar era um dos elementos responsáveis pelo crescimento da Igreja. Não entendo o que é que muitos irmãos ficam fazendo em suas casas, irresponsavelmente transgredindo um dever, até mesmo por questão de consciência, se é que a têm!

 Será que se Jesus estivesse fisicamente no culto, você deixaria de estar presente? Pois é, Ele não está fisicamente, mas está espiritualmente. E, neste caso, você O está trocando por que causa ou por que razão?

Interessante que o Salmista, mesmo no contexto do Antigo Testamento, quando a presença de Deus era apenas representa por uma arca, no Templo, eis a sua concepção: “Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A Minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”.

Medite no Salmo 84. Meu irmão, até quando você vai continuar pensando que culto é algo desprezível? Põe a mão na tua consciência!

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Carlos Roberto Teles, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul no ano de 1987. Foi ordenado pastor em 31 de janeiro de 1988.
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