Hino 231 - O Primeiro Natal



1. Eis que um anjo proclamou o primeiro Natal, 
A uns pobres pastores ao pé de Belém
Que, nos campos, a guardar seu rebanho, afinal, 
Suportavam, da noite, o frio também.

Natal! Natal! Natal! Natal! 
É vindo ao mundo o Rei divinal!

2. De repente, lá no céu, linda estrela surgiu,
E no Oriente brilhou com estranho fulgor. 
Veio à terra forte luz que do céu lhe caiu 
Muitas noites, ainda, em fulgente esplendor.

3. Tal estrela apareceu e os magos guiou 
Pela estrada a Belém, rumo certo os conduz. 
E chegando ali, por fim, a estrela parou, 
Mesmo acima da casa em que estava Jesus.

4. E os magos, com afã e sublime temor, 
Os joelhos dobraram naquele lugar 
Para ofertas liberais e de raro valor
Qual incenso, ouro e mirra, ao Menino entregar.

5. E como eles vimos nós, com intenso fervor, 
Dar louvores sinceros a quem nos amou; 
Adorar de coração o Supremo Senhor
Que, morrendo na cruz, nossas almas salvou!


Informações
Letra: Anônimo inglês
Tradução: Ruth See, 1941
Música: Melodia inglesa
Harmonia: John Stainer, 1840 - 1901

História
Este é mais um hino de origens não identificadas, tanto o texto quanto a música. A primeira edição que inclui "The first Noel" é "Ancient Christmas Carols" (1823) de David Gilbert. 

Dez anos após é incluído em "Christmas Carols Ancient and Modem" de William Sandys (1792- 1874), um dos incentivadores das celebrações natalinas através de cânticos apropriados. 

A harmonização mais conhecida da melodia tradicional é de Sir John Stainer (1840-1901) compositor e o organista inglês dos mais importantes da era vitoriana. Seu primeiro preparo musical foi orientado pelo pai, um professor. 

Aos sete anos já pertencia ao coro da Catedral de São Paulo em Londres e aos quatorze era um excelente organista Em 1859 recebeu o titulo de Bacharel em Música pelo "Christ College" de Oxford e assumiu o posto de organista no "Magdalen College" onde lecionou por muitos anos e recebeu título de Doutor em Música. 

Deixou uma imensa obra coral e instrumental que inclui cantatas, oratórios, antemas, hinos (v. índice) e participou da edição de hinários. Faleceu em 1901. A tradução para o português foi feita em 1941 por Ruth See, missionária no Brasil desde 1900. 

Foi professora no Instituto Gammon em Lavras, MG, e em outras cidades mineiras como Bom Sucesso, Campo Belo, Nepomuceno e Formiga. Não sabemos em que ano retomou à sua pátria, onde faleceu, em 1960, aos oitenta e um anos de idade.

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