Uma ocasião uma aluna adolescente nos disse um desaforo, em classe. Foi censurada pelas próprias colegas que a acharam muito grosseira.
Eu não disse nada, atribuindo a explosão verbal da menina a uma possível frustração por causa de uma nota baixa que tivemos de dar a ela numa prova.
No dia seguinte a aluna, após a chamada, veio à frente e pediu licença para falar. Então pediu desculpas pela atitude do dia anterior.
Desculpamos e aproveitamos para elogiar a sua atitude reconhecendo o erro e pedindo desculpas.
Dissemos que é muito bonito pedir desculpas, que é muito bom pedir desculpas, mas que mais bonito e melhor é conduzir-se de tal forma a não precisar pedir desculpas.
O perdão, dissemos à aluna, é como a porta de emergência de avião. É bom que exista, mas é melhor não precisar usar.
O perdão é uma virtude que, se não fosse necessária, seria muito melhor. Tudo é muito sublime, tanto pedir perdão como perdoar.
Seria muito melhor, contudo, se os homens vivessem de modo a não precisarem pedir perdão.
Autor: Samuel Barbosa
(Extraído do livro “Pense Comigo – Meditações Evangélicas”, 1ª Edição – Rev. Samuel Barbosa)