Marcos 7 explicado:
💬 Mulher grega insiste e Jesus liberta sua filha.
👂 Homem surdo e com dificuldade de fala é curado por Jesus.
Resumo de Marcos 7
O debate sobre as tradições e a verdadeira pureza
Líderes religiosos e especialistas nas leis judaicas viajaram de Jerusalém com o propósito específico de observar Jesus de perto (v. 1).
Eles logo notaram algo que os incomodou profundamente, pois alguns dos seguidores do mestre estavam comendo sem lavar as mãos primeiro (v. 2).
Para aqueles líderes e para a cultura judaica da época, alimentar-se sem passar por um rigoroso ritual tradicional de purificação era considerado inaceitável (v. 3).
Essa prática ia muito além da higiene básica, envolvendo cerimônias de lavagem após visitas ao mercado e a purificação meticulosa de copos, jarras e panelas de metal (v. 4).
Incomodados com a situação, eles questionaram Jesus sobre o motivo pelo qual o seu grupo ignorava esses costumes antigos e se alimentava com as mãos cerimonialmente impuras (v. 5).
Jesus respondeu expondo a hipocrisia daquele grupo, lembrando as palavras do profeta Isaías sobre pessoas que honram a Deus apenas com palavras, enquanto seus sentimentos estão distantes (v. 6).
Ele destacou que a adoração daquelas autoridades era vazia, pois eles ensinavam regras humanas como se fossem mandamentos divinos inquestionáveis (v. 7).
O mestre explicou que eles estavam abandonando as verdadeiras instruções de Deus apenas para manter vivas as tradições inventadas pelos homens (v. 8).
Ele foi direto ao mostrar como eles usavam de grande habilidade para contornar as leis divinas e proteger os seus próprios sistemas religiosos (v. 9).
Para ilustrar esse desvio, Jesus usou o exemplo de Moisés, que ordenou o respeito aos pais e estabeleceu consequências severas para quem os desonrasse (v. 10).
Apesar dessa clareza, os líderes religiosos haviam criado uma brecha legal, permitindo que uma pessoa declarasse seus bens como uma oferta dedicada a Deus (v. 11).
Ao fazer essa declaração, o indivíduo ficava isento de usar seus recursos financeiros para amparar seus pais idosos em momentos de necessidade (v. 12).
Jesus concluiu que, por meio de atitudes assim, eles anulavam o peso da palavra de Deus, e alertou que essa era apenas uma das muitas práticas semelhantes que eles mantinham (v. 13).
A origem do mal e a pureza do coração humano
Desejando aprofundar esse conceito, Jesus chamou a multidão para mais perto e pediu que todos prestassem muita atenção para compreender a verdade (v. 14).
Ele estabeleceu um princípio revolucionário ao afirmar que nada que entra no corpo humano tem o poder de manchar a alma, mas sim as atitudes que saem do interior da pessoa (v. 15).
O mestre reforçou que aqueles que tivessem a capacidade de compreender deveriam guardar esse ensinamento com seriedade (v. 16).
Mais tarde, longe da multidão e dentro de uma casa, os discípulos admitiram que não haviam entendido a explicação e pediram mais detalhes (v. 17).
Jesus demonstrou certa surpresa pela dificuldade deles em compreender que elementos externos, como a comida, não podem corromper o ser humano espiritualmente (v. 18).
Ele detalhou que o alimento apenas cumpre seu ciclo natural no sistema digestivo e é eliminado, removendo assim o peso religioso sobre qualquer tipo de comida (v. 19).
Aprofundando a lição, o mestre enfatizou que a verdadeira fonte de corrupção está naquilo que é gerado na mente e nas intenções (v. 20).
Ele explicou que é do fundo do coração humano que nascem os pensamentos destrutivos e as vontades prejudiciais (v. 21).
Jesus listou uma série de comportamentos que destroem as relações, como a ganância, o engano, a inveja, a arrogância e a falta de juízo (v. 22).
Ele finalizou esse ensinamento afirmando que todas essas atitudes nocivas brotam de dentro para fora, e são elas que realmente contaminam a vida de alguém (v. 23).
A fé sem fronteiras de uma mãe estrangeira
Buscando um momento de privacidade, Jesus deixou aquela região e viajou para os territórios estrangeiros de Tiro e Sidom, mas sua presença logo foi descoberta (v. 24).
Uma mulher local, vivendo um momento de desespero porque sua filha pequena sofria profundamente sob a influência de um espírito maligno, encontrou o mestre e caiu aos seus pés (v. 25).
Ela tinha origem grega e havia nascido na região siro-fenícia, mas isso não a impediu de implorar apaixonadamente pela libertação de sua criança (v. 26).
Jesus provou a fé daquela mãe usando uma metáfora cultural, dizendo que os filhos da casa deveriam ser alimentados primeiro, e que não seria correto tirar o pão deles para dar aos cachorrinhos (v. 27).
Sem se deixar abalar pela resposta desafiadora, a mulher concordou com sabedoria, argumentando que até mesmo os cachorrinhos debaixo da mesa se alimentavam das migalhas deixadas pelas crianças (v. 28).
Impressionado com a resiliência e a compreensão dela, Jesus anunciou que, por causa daquela resposta marcante, ela poderia voltar em paz, pois a filha estava livre (v. 29).
Ao retornar para sua casa, a mãe encontrou a menina descansando tranquilamente sobre a cama, completamente restaurada e livre de todo o mal (v. 30).
A restauração compassiva da audição e da fala
Continuando sua jornada, Jesus saiu dos arredores de Tiro, passou por Sidom e desceu até o mar da Galileia, atravessando a região conhecida como Decápolis (v. 31).
Naquele lugar, os moradores trouxeram um homem que havia perdido a capacidade de ouvir e tinha grande dificuldade para se comunicar, implorando por ajuda (v. 32).
Demonstrando profundo respeito pela dignidade e pelo espaço do homem, o mestre o afastou gentilmente da multidão agitada (v. 33).
Usando o toque físico para se comunicar com quem não podia ouvir, Jesus tocou os ouvidos e a língua dele, olhou para o céu, suspirou e ordenou que as barreiras sensoriais se abrissem (v. 34).
Imediatamente, a audição do homem foi totalmente restaurada, o bloqueio em sua fala desapareceu, e ele começou a conversar de forma clara e natural (v. 35).
Apesar de Jesus pedir discrição aos presentes sobre aquele momento íntimo de cura, quanto mais ele solicitava segredo, mais as pessoas espalhavam a notícia com entusiasmo (v. 36).
A multidão ficou absolutamente maravilhada, declarando que o mestre fazia tudo com perfeição, devolvendo o som aos que não ouviam e a voz aos que não falavam (v. 37).
Contexto histórico-cultural
A inspeção religiosa de Jerusalém
Os líderes religiosos viajaram mais de cem quilômetros da capital Jerusalém até a região da Galileia apenas para vigiar os passos de Jesus (Marcos 7:1).
Eles formavam uma espécie de comitê oficial de investigação para encontrar falhas no ensino do novo mestre.
A grande reclamação do grupo não tinha nada a ver com o ensino sobre Deus, mas com o fato de que os discípulos de Jesus comiam pão sem fazer o ritual de lavar as mãos (Marcos 7:2).
O ritual da água especial
Essa lavagem das mãos não era uma questão de higiene ou para tirar a sujeira do trabalho, mas sim uma purificação cerimonial muito exigente (Marcos 7:3).
A cultura religiosa da época guardava água em potes especiais de pedra, pois acreditavam que a água comum guardada de qualquer jeito podia ficar contaminada espiritualmente.
Para a cerimônia funcionar, a pessoa precisava pegar uma quantidade exata de água, equivalente ao volume de uma casca e meia de ovo.
A água precisava escorrer das pontas dos dedos até o pulso, e depois a pessoa tinha que esfregar o punho fechado de uma mão na palma da outra.
Muitos líderes levavam isso tão a sério que preferiam quase morrer de sede a beber a sua pequena cota de água se ainda não tivessem lavado as mãos com ela.
Essas regras de purificação também eram aplicadas o tempo todo na lavagem de copos, panelas de bronze e até nas camas onde eles se deitavam para comer (Marcos 7:4).
O golpe financeiro do Corbã
Jesus aproveitou a discussão para expor a falsidade daquelas pessoas que inventavam regras para fugir das suas responsabilidades dentro de casa (Marcos 7:11).
Naquela época, existia uma prática chamada Corbã, que era uma palavra usada para dizer que um dinheiro ou bem material estava dedicado exclusivamente a Deus.
Um filho adulto podia simplesmente declarar que toda a sua poupança era Corbã, transformando seu dinheiro em uma oferta intocável.
Com essa desculpa, ele continuava usando as riquezas para o seu próprio conforto, mas dizia que não podia ajudar seus pais idosos e necessitados porque o dinheiro agora pertencia ao templo.
Jesus apontou que a religião verdadeira nunca aprova o abandono da família, mostrando que as regras humanas não podem anular o dever de cuidar de quem precisa (Marcos 7:12-13).
Viagem à terra dos estrangeiros
Buscando um pouco de silêncio e querendo fugir da multidão, Jesus andou cerca de oitenta quilômetros para o norte, entrando na região de Tiro e Sidom (Marcos 7:24).
Isso era algo impensável para a época, pois os judeus evitavam pisar nas terras de povos estrangeiros para não se sujarem espiritualmente.
A cultura daquele tempo tratava as mulheres como pessoas de pouco valor e considerava os povos de outras nações como uma raça inferior.
Os religiosos costumavam chamar os estrangeiros de cachorros, usando a palavra como um xingamento muito agressivo nas ruas.
Porém, quando uma mulher estrangeira pediu ajuda para a sua filha doente, Jesus trocou a palavra dura por um termo carinhoso que significava cachorrinhos de estimação (Marcos 7:27).
Ele usou esse contraste não para ofender, mas para testar a confiança da mulher e mostrar aos discípulos que o amor de Deus alcançava quem a sociedade rejeitava.
A mulher entendeu rapidamente o tom da conversa de Jesus, respondeu com muita fé e conseguiu a cura que tanto queria para a sua menina (Marcos 7:28-29).
A linguagem de sinais de Jesus
Dias depois, já na região de Decápolis, os amigos de um homem surdo e com muita dificuldade de falar pediram a ajuda de Jesus (Marcos 7:31-32).
Como o homem vivia em um mundo de silêncio absoluto e não podia ouvir palavras normais de consolo, Jesus usou o toque físico para conversar com ele.
O primeiro cuidado de Jesus foi tirar o homem do meio da multidão para que ele não se sentisse assustado ou tratado como uma atração de circo.
Em seguida, Ele colocou os dedos nos ouvidos do homem e usou um pouco de saliva para tocar em sua língua (Marcos 7:33).
No mundo antigo, as pessoas simples viam a saliva como algo que ajudava no processo de cura, então esse gesto serviu para avisar de forma visual que o problema da fala seria resolvido.
Antes do milagre acontecer, Jesus olhou para o céu e deu um suspiro muito profundo, como um gemido (Marcos 7:34).
Esse suspiro mostra a compaixão e a tristeza profunda de Jesus ao ver frente a frente os estragos que a doença e o sofrimento causam na vida humana.
Tabelas Didáticas
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📜 Mandamento Divino vs. Tradições Humanas
| ⚖️ Tema / Situação | 📖 Mandamento de Deus | 🚫 Desvio dos Líderes |
|---|---|---|
| ❤️ Adoração Genuína | Devoção interior sincera (7:6) | Palavras vazias e regras humanas (7:7-8) |
| 👨👩👦 Honra aos Pais | Amparar e cuidar dos pais na velhice (7:10) | Declarar bens como "Corbã" para não ajudar (7:11-12) |
| 🥣 Rituais de Pureza | Obediência à palavra de Deus (7:9,13) | Lavagem cerimonial de mãos, jarros e camas (7:3-4) |
🫀 Pureza Exterior vs. Pureza Interior
| 🔍 Foco / Origem | 🥗 O Que Entra no Homem | 💭 O Que Sai do Homem |
|---|---|---|
| 📍 Origem e Destino | Alimentos passam pelo estômago (7:18-19) | Nasce na mente e no coração (7:20-21) |
| ⚠️ Efeito Espiritual | Não mancha nem contamina a alma (7:15,18) | Corrompe de verdade a vida da pessoa (7:23) |
| ⚡ Exemplos Práticos | Comer sem lavar as mãos ceremonialmente (7:2,19) | Ganância, inveja, engano e arrogância (7:22) |
🐕 A Fé Sem Fronteiras da Mulher Grega
| 💬 Expressão / Metáfora | 🎯 Sentido na Conversa | ✨ Lição de Fé Revelada |
|---|---|---|
| 🍞 Pão dos filhos (7:27) | Alimento servido primeiro à casa | Prioridade inicial ao povo de Israel |
| 🐶 Cachorrinhos (7:27) | Termo carinhoso de estimação | Teste da humildade e da confiança da mulher |
| 🥖 Migalhas na mesa (7:28) | Sobra que alimenta quem está debaixo | Fé resiliente que reconhece o poder de Jesus |
| 🏠 Filha curada (7:29-30) | Menina liberta e deitada em paz | A graça de Deus alcança quem a sociedade rejeita |
👐 A Linguagem Compassiva de Jesus na Cura
| 👋 Gesto de Jesus (versículo) | 💡 Significado e Propósito |
|---|---|
| 🚶 Afastar da multidão (7:33) | 🛡️ Respeito à dignidade e privacidade do homem surdo |
| 👂 Pôr os dedos nos ouvidos (7:33) | 🔊 Comunicação visual indicando a abertura da audição |
| 👅 Tocar a língua com saliva (7:33) | 🗣️ Sinal prático da época avisando a cura da fala |
| 🥺 Olhar ao céu e suspirar (7:34) | 🕊️ Conexão com o Pai e profunda dor pelo sofrimento humano |
| ✨ Ordenar a abertura (7:34-35) | 🎉 Audição restaurada e fala perfeitamente clara |
Temas Principais
1. A Verdadeira Fonte do Pecado: O Nosso Coração
Jesus bateu de frente com os líderes religiosos para deixar uma lição muito clara: o que realmente nos afasta de Deus não vem de fora, nem de rituais e regras humanas que deixamos de cumprir. O problema real está na raiz da nossa própria natureza — é do fundo do coração humano que nascem os maus pensamentos, o egoísmo, o orgulho e as palavras que machucam os outros (Marcos 7:21-23).
Isso derruba qualquer ilusão de que podemos parecer santos apenas mantendo aparências ou costumes religiosos externos. Deus não olha apenas para o que fazemos por fora; Ele enxerga quem nós somos por dentro. Como ninguém consegue limpar a própria alma por esforço próprio, dependemos totalmente da graça de Deus para renovar o nosso coração e nos ensinar a viver em verdade.
2. A Graça de Deus Não Tem Fronteiras
O encontro de Jesus com a mãe estrangeira revelou que a salvação nunca foi um privilégio exclusivo de uma única raça, país ou grupo social. Embora o plano histórico de Deus tenha começado com o povo de Israel, o coração do Pai sempre esteve aberto para acolher e adotar pessoas de todas as origens e nações (Marcos 7:27-28).
A perseverança admirável daquela mulher nos mostra a essência da fé humilde: ela reconhecia que não tinha nenhum mérito próprio para exigir algo de Deus, mas descansava com certeza inabalável na bondade generosa do Salvador. Ela compreendeu que até uma simples "migalha" da graça de Cristo tem poder suficiente para libertar os cativos e transformar qualquer realidade de dor.
3. O Poder de Deus que Faz Tudo: A Cura do Homem Surdo
Aquele homem em Decápolis vivia em silêncio absoluto e com muita dificuldade para se comunicar; ele não tinha recursos para resolver sua própria limitação e dependia inteiramente de Jesus (Marcos 7:32-35). Esse milagre é um retrato de como Deus nos salva: assim como aquele homem não tinha como curar seus próprios ouvidos, nós também éramos espiritualmente incapazes de ouvir a voz de Deus, até que Cristo se aproximou com amor e transformou a nossa vida.
Com uma ordem direta e cheia de autoridade, Jesus devolveu a audição e destravou a fala daquele indivíduo. Isso nos ensina que o desejo de buscar a Deus e o poder para obedecer a Ele não começam em nós, mas são presentes soberanos que o Senhor planta em nosso interior. É a voz poderosa de Cristo que abre a nossa mente e solta a nossa voz para proclamar a sua grandeza.
Pontes no Novo Testamento
1. Ligação com o Ensino Apostólico: A Liberdade e a Pureza
O apóstolo Paulo aprofunda o ensino de Cristo sobre a pureza dos alimentos ao instruir a igreja a rejeitar rudimentos religiosos inventados por homens. Em Colossenses 2:20-22, ele demonstra que regras cerimoniais de consumo perecem com o uso e não possuem nenhum valor contra as paixões da carne.
A verdadeira purificação pactual reside na lavagem da regeneração, não em preceitos transitórios que ofuscam a suficiência da obra de Cristo. Essa liberdade redentiva exige que o povo de Deus busque as coisas do alto, mortificando as inclinações mundanas do próprio coração.
2. Ligação Temática: A Universalidade do Povo de Deus
A fé inabalável da mulher siro-fenícia encontra um paralelo teológico na revelação concedida a Pedro antes de encontrar o centurião Cornélio. Em Atos 10:15, a declaração de que Deus purificou os gentios ecoa a anulação das leis dietéticas feita por Jesus neste capítulo.
O Novo Testamento consolida a verdade magnífica de que a parede de separação foi derrubada na cruz do Calvário. Judeus e gentios formam agora um único rebanho representativo, unidos eternamente ao segundo Adão pela operação do mesmo Espírito.
3. Ligação com a Missão e a Vida da Igreja: Louvor Sem Impedimentos
A transformação do homem surdo e gago reflete a vivência da igreja primitiva, cuja boca foi aberta para proclamar as grandezas celestiais. O livro de Atos demonstra crentes antes mudos pelo pecado agora transbordando em testemunho corajoso diante de reis e sinagogas (Atos 4:20).
A ordem de Cristo para que os ouvidos se abram continua ecoando na pregação expositiva fiel que congrega os eleitos de todas as nações. A adoração comunitária do povo pactual é o resultado direto de línguas soltas pelo poder gracioso e irresistível do Salvador.
Aplicação Prática
1. Exame Sincero do Coração
A denúncia de Jesus contra a hipocrisia farisaica nos convoca a avaliar se nossa religiosidade não se tornou uma encenação puramente exterior. Substituir a obediência genuína por tradições eclesiásticas ofende a santidade do Deus que esquadrinha as intenções mais profundas da alma.
A sua prática religiosa diária é impulsionada por um amor verdadeiro a Cristo ou é apenas um hábito mecânico para impressionar outros crentes? O arrependimento autêntico exige o abandono das máscaras de bondade e a busca contínua pela santificação que flui de um coração perdoado.
2. Perseverança Confiante na Oração
A mulher siro-fenícia nos ensina a não retroceder diante dos aparentes silêncios providenciais de Deus durante o nosso sofrimento terreno. A fé reformada descansa na certeza de que o Senhor testa seus filhos para fortalecer a confiança nas promessas inabaláveis da aliança.
Você tem desistido de clamar pelos seus amados quando o céu parece de bronze, ou persevera crendo na bondade soberana de Cristo? As demoras divinas nunca são recusas caprichosas, mas instrumentos graciosos para forjar uma dependência profunda e humilde do Redentor.
3. Zelo na Proclamação da Palavra
A multidão que testemunhou a cura em Decápolis não conseguiu reter o assombro diante das obras daquele que faz tudo perfeitamente. Como recipientes da mesma graça que abriu nossos ouvidos espirituais, possuímos a sagrada obrigação de anunciar o evangelho da salvação.
De que maneira as suas palavras no cotidiano têm evidenciado que o toque de Jesus soltou os seus lábios para a verdade? O silêncio acovardado diante de um mundo em trevas é incompatível com a nova natureza daquele que foi vivificado para glorificar o Rei.
Versículo-chave
O coração humano, sendo a matriz de toda rebelião contra a aliança, é o verdadeiro alvo da purificação exigida pelo Senhor soberano. "Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios" (Marcos 7:21, NVI).
Sugestão de esboços
Esboço Temático: A Suficiência da Pureza Interior
1. A denúncia profética contra a adoração mecânica (Marcos 7:6-7)
2. A invalidação da Lei pelo engano humano (Marcos 7:8-13)
3. O ensino radical sobre a fonte do pecado (Marcos 7:20-23)
Esboço Expositivo: A Graça Que Rompe Fronteiras
1. O embate com o moralismo vazio de Jerusalém (Marcos 7:1-5)
2. A anatomia da depravação revelada por Cristo (Marcos 7:14-23)
3. A fé gentílica recompensada nas fronteiras de Tiro (Marcos 7:24-30)
4. O milagre criativo que abre ouvidos e lábios (Marcos 7:31-37)
Esboço Criativo: Do Silêncio à Proclamação Triunfante
1. Lábios que honram falsamente o Senhor (Marcos 7:6)
2. O coração que produz contaminação e ruína (Marcos 7:21)
3. O clamor persistente que alcança as migalhas celestiais (Marcos 7:28)
4. A língua solta para espalhar a glória divina (Marcos 7:35-37)
Perguntas
- De onde eram provenientes os fariseus e escribas que se reuniram em torno de Jesus? (7.1)
- Qual conduta dos discípulos de Jesus foi motivo de escândalo e observação crítica por parte dos religiosos? (7.2)
- Como o texto bíblico esclarece o significado prático da expressão "mãos impuras"? (7.2)
- A qual tradição os fariseus e todos os judeus estavam apegados no tocante ao hábito de comer? (7.3)
- O que os judeus rigorosos costumavam fazer cerimonialmente ao regressarem da praça pública antes de comer? (7.4)
- Quais utensílios domésticos e móveis são expressamente citados como alvos de lavagens rituais da tradição? (7.4)
- Que questionamento formal os fariseus e os escribas dirigiram a Jesus a respeito do procedimento dos Seus discípulos? (7.5)
- Qual termo repreensivo Jesus aplicou aos fariseus e escribas logo no início de Sua resposta? (7.6)
- Que profeta do Antigo Testamento Jesus declarou ter profetizado com exatidão a respeito daquela postura religiosa? (7.6)
- Segundo a citação profética registrada por Jesus, de que forma exterior aquele povo O honrava? (7.6)
- Onde se encontrava o coração daquele povo de acordo com a denúncia profética citada? (7.6)
- Por qual razão a adoração praticada por aquele grupo era considerada vã por Deus? (7.7)
- Que contraste evidente Jesus apontou entre o que os religiosos negligenciavam e o que eles guardavam com rigor? (7.8)
- De que maneira irônica Jesus descreveu a facilidade com que eles rejeitavam o preceito de Deus para sustentar suas práticas? (7.9)
- Qual mandamento expresso por Moisés referente à honra aos pais foi lembrado por Jesus? (7.10)
- Que sentença severa a Lei mosaica estabelecia para qualquer pessoa que maldisser seu pai ou sua mãe? (7.10)
- O que significava o termo "Corbã" segundo a explicação apresentada no texto? (7.11)
- Como a aplicação da tradição do Corbã era utilizada para dispensar o indivíduo de prestar auxílio aos próprios pais? (7.11, 7.12)
- Qual era o resultado direto gerado pela tradição humana transmitida sobre a autoridade da palavra de Deus? (7.13)
- O que Jesus pediu enfaticamente à multidão ao convocá-la novamente para junto de Si? (7.14)
- De acordo com o ensino público de Jesus, o que é totalmente incapaz de contaminar o homem? (7.15)
- O que Jesus definiu categoricamente como a verdadeira fonte daquilo que contamina o ser humano? (7.15)
- Que exortação sobre a necessidade de atenção e discernimento Jesus proclamou após instruir a multidão? (7.16)
- O que os discípulos fizeram assim que entraram em casa, deixando para trás a multidão? (7.17)
- Com que pergunta retórica Jesus confrontou a falta de entendimento dos Seus próprios discípulos? (7.18)
- Por qual razão as coisas que entram no ser humano vindas de fora não têm o poder de contaminá-lo moralmente? (7.18, 7.19)
- Para onde o alimento físico é direcionado após entrar no ventre humano, segundo a explicação anatômica do texto? (7.19)
- Que importante observação conclusiva o narrador faz a respeito de todos os alimentos a partir da fala de Jesus? (7.19)
- De qual local interior do ser humano Jesus afirmou que procedem as coisas que de fato o contaminam? (7.20, 7.21)
- Quais pecados ligados a transgressões éticas e atentados contra a vida e o matrimônio são enumerados no versículo 21? (7.21)
- Que série de males comportamentais envolvendo ambição, fraude e sensualidade é listada no versículo 22? (7.22)
- Quais atitudes pecaminosas relacionadas ao orgulho, inveja e falta de sensatez concluem a lista apresentada? (7.22)
- Qual é a declaração conclusiva de Jesus a respeito da procedência e do efeito de todos esses males no homem? (7.23)
- Para quais regiões limítrofes Jesus partiu logo após esse episódio de ensino? (7.24)
- Qual era a intenção inicial de Jesus ao entrar em uma casa naquela região e por que isso não aconteceu? (7.24)
- Qual aflição grave atingia a filha da mulher que procurou Jesus logo ao tomar conhecimento de Sua presença? (7.25)
- Que atitude de reverência, dependência e humildade a mulher manifestou ao se aproximar de Jesus? (7.25)
- Quais eram a nacionalidade e a origem geográfica e cultural que identificavam aquela mãe aflita? (7.26)
- Qual foi o pedido específico que a mulher siro-fenícia dirigiu insistentemente a Jesus em favor de sua filha? (7.26)
- Que metáfora ilustrativa envolvendo "filhos" e "cachorrinhos" Jesus empregou inicialmente em Sua resposta? (7.27)
- Como a mulher replicou à metáfora usada por Jesus, evidenciando fé perspicaz e perseverança? (7.28)
- Qual garantia libertadora Jesus outorgou à mulher em decorrência da palavra por ela expressa? (7.29)
- Em que condições e em qual lugar a mãe encontrou sua filha no momento em que chegou à sua residência? (7.30)
- Qual itinerário geográfico detalhado Jesus realizou ao se retirar de Tiro até chegar ao mar da Galileia? (7.31)
- Que homem surdo e com dificuldade na fala foi apresentado a Jesus no território de Decápolis e o que Lhe suplicaram? (7.32)
- Que cuidado privativo Jesus teve com aquele homem antes de efetuar o milagre, retirando-o do meio da multidão? (7.33)
- Quais ações corporais específicas Jesus realizou nos ouvidos e na língua daquele homem? (7.33)
- Para onde Jesus direcionou Seu olhar, qual atitude expressou e que palavra aramaica pronunciou com seu significado? (7.34)
- Que restauração física imediata ocorreu com o homem no instante em que o milagre se completou? (7.35)
- Qual ordem de sigilo Jesus deu aos presentes e como eles reagiram em relação a essa recomendação? (7.36)
- Que declaração pública de maravilhamento e reconhecimento coletivo foi proclamada sobre as obras de Jesus? (7.37)
