1 Coríntios 5: Imoralidade na igreja, disciplina cristã e o perigo do fermento do pecado (Estudo e Explicação)

 


1 Coríntios 5 explicado: 
🚨 Membro da igreja comete incesto com madrasta.
🚪 Paulo expulsa o transgressor imoral da congregação.
🍞 Crentes celebram a Páscoa pura de Cristo.

Resumo de 1 Coríntios 5

Um comportamento chocante e a passividade da comunidade

O apóstolo Paulo inicia este trecho abordando um problema grave que chegou ao seu conhecimento sobre o comportamento dos cristãos na cidade de Corinto.

Ele destaca que havia um caso de imoralidade sexual entre eles tão extremo que nem mesmo as pessoas que não seguiam a Deus aceitariam algo parecido.

O relato envolvia uma situação familiar complexa, onde um homem estava vivendo um relacionamento íntimo com a mulher do seu próprio pai (v. 1).

O que mais surpreendeu o apóstolo não foi apenas a atitude do homem, mas a reação da comunidade diante de algo tão prejudicial.

Em vez de se entristecerem e tomarem uma atitude de cuidado e correção, eles continuavam orgulhosos e indiferentes à situação (v. 2).

Paulo esperava que eles tivessem lamentado profundamente e afastado do convívio deles a pessoa que estava agindo de forma tão desrespeitosa com os princípios do grupo.

Disciplina comunitária para a restauração espiritual

Mesmo estando fisicamente longe daquela comunidade, Paulo afirma que seu coração e sua mente estavam conectados com eles para resolver essa questão.

Ele explica que, com a autoridade espiritual que possuía, já havia chegado a uma conclusão sobre o que deveria ser feito com o autor daquela ação (v. 3).

A orientação era que a comunidade se reunisse em nome do Senhor Jesus, unida ao mesmo propósito e espírito que o apóstolo carregava (v. 4).

Nesse ambiente de autoridade coletiva, eles deveriam afastar esse homem da proteção da igreja, entregando-o às consequências de suas próprias escolhas.

Essa ação, descrita como uma entrega para a destruição de seus impulsos egoístas, não tinha o objetivo de punir por pura vingança (v. 5).

O propósito real e profundo dessa disciplina era gerar um arrependimento verdadeiro, garantindo que o espírito daquela pessoa pudesse ser salvo e restaurado no dia do juízo final.

O efeito do fermento e a nova vida em comunidade

Paulo então muda o tom para alertar sobre o perigo do orgulho que estava cegando aquelas pessoas perante um erro tão evidente.

Ele usa uma comparação muito prática do dia a dia da época, lembrando que um pedaço muito pequeno de fermento é suficiente para fazer toda uma massa de pão crescer (v. 6).

Com isso, ele queria ensinar que tolerar atitudes nocivas no meio do grupo acaba contaminando todo o ambiente e enfraquecendo os valores de todos os envolvidos.

A instrução era clara para que eles se livrassem desse fermento velho, ou seja, dos velhos hábitos e comportamentos destrutivos, para se tornarem uma comunidade nova e limpa (v. 7).

Ele lembra que eles já haviam sido purificados porque Cristo, agindo como o cordeiro de um sacrifício perfeito, já havia sido entregue por eles.

Diante desse ato amoroso, a comunidade deveria viver de maneira diferente, celebrando a vida não com as antigas atitudes de maldade e segundas intenções (v. 8).

A nova forma de viver deveria ser marcada pela sinceridade e pela verdade, atitudes comparadas ao pão sem fermento, que é puro e sem misturas que o corrompam.

Limites de convivência e integridade entre os irmãos

O apóstolo faz questão de esclarecer um mal-entendido que havia surgido a partir de uma carta anterior que ele tinha enviado para aquela mesma igreja.

Nessa comunicação antiga, ele havia pedido que eles não tivessem laços profundos com pessoas que praticavam atitudes moralmente reprováveis (v. 9).

Porém, ele explica que não estava falando para eles se isolarem completamente das pessoas da sociedade em geral que agiam mal, fossem elas gananciosas, desonestas ou adoradoras de falsos deuses (v. 10).

Ele reconhece que, se a ideia fosse não ter nenhum contato com pessoas que erram no mundo lá fora, eles teriam que literalmente sair do planeta Terra.

O foco do alerta era muito mais específico e voltado para a saúde interna da própria comunidade de fé cristã.

A orientação era para que não mantivessem convivência íntima com alguém que se dizia irmão na fé, mas que escolhia viver na prática constante de coisas erradas (v. 11).

Ele lista comportamentos perigosos como a impureza, a ganância, a idolatria, a agressividade verbal, o vício em bebidas ou a desonestidade financeira.

O conselho era tão firme para preservar a identidade do grupo que Paulo orienta que nem sequer deveriam se sentar para uma refeição comum com alguém que agia assim e ainda se dizia cristão.

A responsabilidade de cuidar do próprio ambiente

Para finalizar esse raciocínio, Paulo questiona qual seria a lógica ou o direito dele de julgar as pessoas que não fazem parte da comunidade da igreja.

Ele lembra aos líderes e membros de Corinto que a responsabilidade deles de avaliar e corrigir comportamentos se aplica apenas àqueles que decidiram estar dentro do grupo (v. 12).

As pessoas que estão fora da igreja, vivendo suas próprias escolhas na sociedade, prestarão contas diretamente a Deus, que é o único juiz justo de todas as coisas.

A responsabilidade da comunidade é zelar pelo seu próprio ambiente, mantendo a integridade, o respeito e o cuidado mútuo.

Por isso, a ordem final do capítulo é muito direta, exigindo que eles removessem do meio deles a pessoa que estava praticando atitudes destrutivas, protegendo assim a saúde coletiva e emocional da congregação (v. 13).

Contexto histórico-cultural

O escândalo do incesto e a reprovação até dos pagãos

A cidade de Corinto era famosa em todo o Império Romano pela liberdade exagerada de costumes e pelas festas desregradas.

No entanto, uma notícia chocante chegou aos ouvidos de Paulo por meio de pessoas de confiança: um homem da igreja estava mantendo um relacionamento íntimo contínuo com a mulher de seu próprio pai (1 Coríntios 5:1).

A Bíblia usa aqui a palavra grega porneia, que abrangia qualquer relação sexual fora do casamento estabelecido por Deus.

Essa atitude feria frontalmente a Lei de Moisés e as próprias leis civis do Império Romano, que consideravam esse tipo de união um crime gravíssimo e inaceitável.

O famoso filósofo e juiz romano Cícero chegou a declarar publicamente que uniões desse tipo eram monstruosas e abomináveis até para os cidadãos não religiosos.

A grande vergonha era que a congregação cristã estava tolerando no meio dela um erro que até os próprios pagãos da cidade consideravam vergonhoso.

A falsa tolerância da igreja e a falta de luto espiritual

Em vez de ficarem profundamente envergonhados e tristes com a situação, os membros da comunidade agiam com orgulho e pose de superioridade (1 Coríntios 5:2).

Alguns crentes da cidade distorciam a mensagem da graça, achando erradamente que ser livre em Cristo significava poder fazer qualquer coisa sem prestar contas a ninguém.

Eles batiam no peito se achando modernos e de mente aberta por aceitarem aquele comportamento sem impor limites.

Paulo repreende duramente essa postura e diz que a reação correta deveria ter sido de pranto e tristeza profunda, como quem chora a dor de um velório em família.

O pecado tolerado no meio do grupo não era motivo de orgulho, mas de quebrantamento e oração para buscar a cura e o arrependimento do irmão.

A reunião da igreja e o objetivo de salvar o pecador

Mesmo estando longe fisicamente, Paulo afirma que estava unido com eles em coração e em espírito para resolver o problema com autoridade (1 Coríntios 5:3-4).

Ele orienta que a liderança e toda a congregação se reúnam no nome e no poder do Senhor Jesus para aplicar a disciplina espiritual necessária.

A frase sobre "entregar o homem a Satanás para a destruição da carne" significava afastar a pessoa da comunhão e da proteção do rebanho, devolvendo-a temporariamente ao ambiente desprotegido do mundo (1 Coríntios 5:5).

Essa atitude não tinha nada a ver com humilhações públicas, violência física ou cancelamentos cruéis.

O alvo final da disciplina cristã é sempre restaurador e medicinal: fazer o pecador cair em si, quebrar seu orgulho e conduzi-lo ao arrependimento sincero para que sua alma seja salva na volta de Jesus.

A faxina do fermento na Páscoa e o teste da luz do sol

Paulo recorre a uma imagem da cozinha antiga para explicar o perigo de fazer vista grossa para o pecado: uma porção bem pequena de fermento faz toda a massa do pão crescer (1 Coríntios 5:6).

Naquela época, o fermento caseiro era guardado de uma fornada para a outra, e com o tempo podia acumular bactérias e estragar o alimento novo.

Além disso, durante os preparativos da Páscoa judaica, as famílias faziam uma verdadeira faxina com tochas em todos os cantos da casa para jogar fora qualquer migalha de fermento velho (1 Coríntios 5:7).

O apóstolo ensina que Jesus é o nosso verdadeiro Cordeiro Pascal, que já foi sacrificado na cruz para pagar nossas dívidas e limpar a nossa vida.

Por isso, a comunidade deve viver em festa contínua com os pães puros da sinceridade e da verdade (1 Coríntios 5:8).

A palavra bíblica usada para "sinceridade" vinha do costume dos comerciantes de levantar um vaso contra a luz do sol para provar que a cerâmica não tinha rachaduras escondidas por cera.

A carta perdida de Paulo e a convivência no mundo real

O texto menciona uma carta anterior que o apóstolo havia enviado à comunidade, mas que acabou se perdendo no tempo e não entrou no Novo Testamento (1 Coríntios 5:9).

Muitos irmãos haviam entendido errado o recado daquela carta, achando que ser santo significava cortar relações com todas as pessoas da cidade que não fossem cristãs.

Paulo desfaz esse mal-entendido explicando com muito bom senso que, se fôssemos evitar qualquer contato com pessoas desonestas, gananciosas ou idólatras da sociedade, teríamos que literalmente sair deste planeta (1 Coríntios 5:10).

O evangelho nunca mandou os crentes se trancarem em mosteiros isolados ou fugirem das feiras e do trabalho diário.

Os primeiros cristãos viviam, trabalhavam, compravam e conviviam normalmente com vizinhos pagãos, sendo luz e bênção no meio da rotina da cidade.

O significado de sentar à mesa e o cuidado com a igreja

A ordem de distanciamento de Paulo não era para as pessoas de fora, mas para quem se dizia "irmão na fé" e escolhia viver na mentira, no golpe, na agressividade ou na imoralidade escancarada (1 Coríntios 5:11).

No mundo antigo, sentar-se à mesa para repartir o pão não era apenas matar a fome: representava um pacto sagrado de amizade íntima, cumplicidade e aprovação pública do comportamento do outro.

Por isso, recusar-se a comer junto era a maneira prática e visual de mostrar que a igreja não compactuava com a hipocrisia de quem usava o nome de Jesus para viver na prática deliberada do mal.

Paulo conclui lembrando que a igreja não tem a missão nem a autoridade para condenar os cidadãos que não fazem parte da fé (1 Coríntios 5:12).

O julgamento do mundo exterior pertence unicamente à soberana justiça de Deus; à igreja cabe apenas zelar pela pureza, pela paz e pelo cuidado amoroso de seu próprio ambiente interno (1 Coríntios 5:13).


Tabelas Didáticas

📱 Gire o celular para ver as tabelas! 🔄


🚨 Escândalo Moral e Postura da Igreja

🎭 Reação Errada dos Coríntios ⚖️ Correção Exigida por Paulo
🤐 Tolerância com incesto público (5:1) 😭 Pranto e luto pela quebra moral (5:2)
🦚 Soberba e orgulho espiritual (5:2) 🛡️ Confronto ético e responsabilidade (5:2-3)
🚪 Passividade diante do erro (5:2) 🚶 Remoção imediata do transgressor (5:2,13)

⚖️ O Processo e o Alvo da Disciplina

⚡ Ação Comunitária 🎯 Efeito Imediato 🕊️ Propósito Eterno
👥 Reunião no poder de Jesus (5:4) 🏛️ Tribunal eclesiástico unido (5:4) 👑 Honrar o nome do Senhor (5:4)
🚪 Entrega do homem a Satanás (5:5) 💥 Quebra e destruição da carne (5:5) ❤️ Fim do orgulho e rebeldia (5:5)
🚫 Retirada da proteção da igreja (5:5) 🥀 Sofrer consequências no mundo (5:5) ✨ Salvação no Dia do Senhor (5:5)

🍞 Metáfora Pascal: Fermento vs. Pureza

🌾 Símbolo Bíblico ⚠️ Significado Prático ✝️ Mandato à Igreja
🍞 Fermento velho (5:6-7) Pecado contagioso e maldade (5:6,8) 🧹 Lançar fora todo resíduo (5:7)
🐑 Cordeiro Pascal (5:7) Cristo sacrificado por nós (5:7) 🌟 Viver como nova massa pura (5:7)
🥖 Pães asmos (5:8) Sinceridade e verdade comprovadas (5:8) 🎉 Celebrar a fé com integridade (5:8)

👥 Limites de Convivência Social e Religiosa

👤 Perfil da Pessoa 🌍 Contexto de Vida 🤝 Postura da Comunidade
🏙️ Pessoas do mundo (5:10) Imorais, idólatras e gananciosos (5:10) 💼 Convivência e trabalho normais (5:10)
🎭 Quem se diz "irmão" (5:11) Persiste no vício, roubo e difamação (5:11) 🍽️ Nem sequer comer juntos (5:11)
🚨 Transgressor rebelde (5:13) Pratica o mal sem arrependimento (5:13) 🚪 Expulsar do meio da igreja (5:13)

🏛️ Esferas e Autoridade de Julgamento

📍 Esfera 👨‍⚖️ Quem Julga 📋 Princípio Bíblico
🌐 "Os de fora" (5:12) 👑 Deus soberanamente (5:13) 🚫 Igreja não julga a sociedade (5:12)
⛪ "Os de dentro" (5:12) 👥 A própria igreja reunida (5:4,12) 🛡️ Cuidar da pureza do ambiente (5:12)
⚠️ O perverso contumaz (5:13) 📜 Mandato da Lei e do Apóstolo (5:13) 🔥 Eliminar o mal da comunidade (5:13)

Temas Principais

1. A Disciplina Eclesiástica e a Pureza da Igreja

Paulo confronta a igreja de Corinto por tolerar um caso de incesto chocante, envolvendo um homem e sua madrasta (1 Coríntios 5:1). A teologia reformada entende que a disciplina eclesiástica é uma marca essencial da verdadeira igreja, visando proteger a pureza do corpo de Cristo.

Na cultura greco-romana, embora houvesse muita imoralidade, esse nível de depravação era repudiado até pelos próprios pagãos. O apóstolo ordena a exclusão do impenitente para que a congregação inteira não seja manchada e o nome de Deus não seja blasfemado.

2. O Fermento do Pecado e a Corrupção Total

O apóstolo utiliza a metáfora do fermento para ilustrar como o pecado tolerado se espalha rapidamente por toda a comunidade cristã. Um pouco de fermento leveda toda a massa, mostrando que o orgulho espiritual dos coríntios os cegou para a gravidade do problema (1 Coríntios 5:6).

Historicamente, os judeus limpavam suas casas de todo fermento antes da Páscoa para simbolizar a rigorosa separação das práticas do mundo. Da mesma forma, os cristãos devem remover a maldade contínua, vivendo na sinceridade e na verdade exigidas pelo evangelho da graça.

3. Cristo, Nosso Sacrifício e Cordeiro Pascal

O sacrifício de Jesus na cruz é o fundamento supremo para a santidade exigida na vida diária da igreja. Paulo declara que Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós, cumprindo perfeitamente a tipologia do Antigo Testamento (1 Coríntios 5:7).

Na visão reformada, a expiação substitutiva de Cristo nos liberta não apenas da condenação final, mas do atual domínio do pecado. Portanto, celebrar a verdadeira fé significa viver uma vida contínua de gratidão, abandonando totalmente as velhas práticas mundanas.


Pontes no Novo Testamento

a. Ligação com o Ensino Apostólico

O conceito de disciplina e restauração deste capítulo é aprofundado nos ensinos de Gálatas 6:1, onde o apóstolo instrui a levantar o caído com espírito de mansidão. A entrega da carne a Satanás visava a salvação do espírito, mostrando que a punição eclesiástica no Novo Testamento sempre busca o arrependimento final do indivíduo (1 Coríntios 5:5).

b. Ligação Temática

O glorioso tema de Cristo como o cordeiro pascal dialoga diretamente com Hebreus 9:26, onde Jesus aniquila o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Essa profundidade teológica também ecoa em João 1:29, demonstrando que a purificação do velho fermento é possível porque a sombra do Êxodo se materializou no Calvário.

c. Ligação com a Missão e a Vida da Igreja

A ordem para não se associar com falsos irmãos moldou profundamente a ética e a disciplina da igreja primitiva inserida no paganismo hostil. Em Atos dos Apóstolos, vemos que a pureza da comunidade atraía as pessoas, exigindo uma clara distinção entre a santidade cristã e a imoralidade cultural (Atos 5:11-14).

Paulo esclarece que os cristãos não devem isolar-se dos pecadores do mundo, pois isso destruiria a missão evangelística de brilhar nas trevas (1 Coríntios 5:10). Historicamente, a igreja viveu isso protegendo a mesa da Ceia de falsos convertidos, enquanto continuava a testemunhar ativamente sobre a salvação nas ruas da cidade.


Aplicação Prática

1. Lidando com o Pecado Tolerado na Comunidade

Em nossa cultura moderna, é muito fácil ceder à tentação de tolerar pecados graves em nome do amor ou da falsa empatia. O texto bíblico nos alerta severamente que ignorar a transgressão dentro da comunidade destrói a pureza cristã e influencia negativamente os mais fracos.

Precisamos avaliar diariamente se não estamos orgulhosos de nossa suposta liberdade, enquanto a santidade de Deus é ofendida por nossos hábitos ocultos. Você tem fechado os olhos para atitudes destrutivas em seus relacionamentos íntimos sob a desculpa frágil de não querer julgar as pessoas?

2. A Verdadeira e Equilibrada Separação do Mundo

O apóstolo nos entrega um princípio de sabedoria extremamente prático para o nosso ambiente de trabalho e nossa convivência social diária. Não somos chamados a viver em bolhas religiosas, cortando laços com colegas descrentes que precisam desesperadamente conhecer o perdão de Cristo.

O distanciamento exigido pela Palavra refere-se especificamente àqueles que se dizem cristãos, mas vivem deliberadamente na fofoca, extorsão ou imoralidade (1 Coríntios 5:11). Como você tem equilibrado o chamado para amar os não-crentes com a urgência de não validar o mau testemunho de falsos irmãos?

3. A Vida Profissional e Familiar como Celebração

A instrução para manter a festa sem o velho fermento transforma completamente a nossa perspectiva sobre a santidade na vida cristã ordinária. Não vivemos esmagados por um moralismo pesado, mas celebramos a verdadeira liberdade conquistada porque Jesus já nos comprou com seu sangue.

Essa verdade redentora deve orientar nossa ética profissional e familiar, pautando todas as nossas decisões em sinceridade e honestidade inegociável. Sua conduta nos negócios e em casa reflete a pureza de um redimido ou ainda esconde o fermento azedo da malícia e do engano financeiro?


Versículo-chave

"Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado" (1 Coríntios 5:7, NVI).


Sugestão de esboços

Esboço Temático: A Disciplina e a Pureza da Igreja

1. A triste realidade do pecado abertamente tolerado (1 Coríntios 5:1-2)
2. O propósito divino da disciplina eclesiástica (1 Coríntios 5:3-5)
3. O perigo silencioso da influência do fermento (1 Coríntios 5:6-8)
4. O critério bíblico para o julgamento cristão (1 Coríntios 5:9-13)

Esboço Expositivo: Lidando com o Pecado na Congregação

1. O terrível relatório do escândalo moral em Corinto (1 Coríntios 5:1)
2. O orgulho da liderança e a firme sentença apostólica (1 Coríntios 5:2-5)
3. A profunda ilustração do fermento e o Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:6-8)
4. A clara distinção entre julgar o mundo e julgar a igreja (1 Coríntios 5:9-13)

Esboço Criativo: A Massa, o Fermento e a Festa

1. Uma massa contaminada pela arrogância humana (1 Coríntios 5:1-2)
2. Uma intervenção dolorosa para curar e salvar a alma (1 Coríntios 5:3-5)
3. Um sacrifício perfeito que exige uma casa limpa (1 Coríntios 5:6-8)
4. Uma mesa sagrada exclusiva para irmãos verdadeiros (1 Coríntios 5:9-11)


Perguntas

  1. Qual prática pecaminosa estava ocorrendo de forma pública entre os membros da igreja? (5.1)
  2. Com quem o texto afirma que um dos membros da congregação estava se relacionando de forma moralmente inaceitável? (5.1)
  3. Como a gravidade do pecado relatado no início do texto se compara com o comportamento dos que não conheciam a Deus? (5.1)
  4. Qual era a atitude da congregação diante da imoralidade que ocorria livremente em seu meio? (5.2)
  5. Em vez de estarem ensoberbecidos, qual deveria ter sido a reação da igreja perante tal situação? (5.2)
  6. Qual atitude prática a igreja falhou em tomar para resolver o problema do homem que praticou o ultraje? (5.2)
  7. Como o autor da carta descreve sua condição de presença ao estabelecer o julgamento do caso? (5.3)
  8. Mesmo estando fisicamente ausente, qual ação o autor afirma já ter tomado a respeito do ofensor? (5.3)
  9. Em nome de quem a congregação deveria se reunir para executar a sentença disciplinar? (5.4)
  10. Além dos membros locais e do espírito do autor, o que mais estaria presente no momento da reunião disciplinar? (5.4)
  11. Qual é a severa sentença determinada para o homem que cometeu a infâmia? (5.5)
  12. Qual aspecto humano do ofensor é destinado à destruição ao ser entregue a Satanás? (5.5)
  13. Qual é o propósito redentivo e final por trás da rígida disciplina aplicada ao transgressor? (5.5)
  14. Em qual momento escatológico específico espera-se que o espírito do disciplinado seja salvo? (5.5)
  15. Como o texto avalia o orgulho e a jactância da igreja diante de sua própria tolerância ao erro? (5.6)
  16. Qual analogia do cotidiano é utilizada para mostrar como a tolerância ao pecado contamina toda a comunidade? (5.6)
  17. O que um pouco de fermento é capaz de fazer, segundo a metáfora apresentada? (5.6)
  18. Qual é a ordem expressa dada à igreja em relação ao "velho fermento"? (5.7)
  19. Qual deve ser o resultado esperado na identidade da comunidade após a remoção do velho fermento? (5.7)
  20. Como a condição espiritual ideal da igreja é descrita antes da menção ao sacrifício de Cristo? (5.7)
  21. Qual figura do Antigo Testamento é usada para representar a pessoa e o sacrifício de Cristo? (5.7)
  22. Sabendo que em João 1:29 Jesus é chamado de Cordeiro de Deus, que título específico Lhe é dado neste texto em alusão a uma festa judaica? (5.7)
  23. O que aconteceu com o nosso Cordeiro pascal, justificando a pureza exigida da igreja? (5.7)
  24. Como a comunidade cristã deve celebrar a sua caminhada, em oposição às práticas do passado? (5.8)
  25. Quais dois comportamentos específicos são associados à metáfora do "fermento"? (5.8)
  26. Quais duas virtudes morais representam os "asmos" com os quais se deve celebrar a festa? (5.8)
  27. O que o autor lembra já ter escrito em uma correspondência anterior à igreja? (5.9)
  28. O autor proíbe o contato com pessoas imorais que não fazem parte da igreja? (5.10)
  29. Quais outras três categorias de pecadores seculares são mencionadas, das quais a igreja não precisa se isolar? (5.10)
  30. O que seria fisicamente necessário fazer se os cristãos devessem evitar o contato com todos os pecadores deste mundo? (5.10)
  31. Qual é a principal característica que muda a forma como a igreja deve tratar um pecador impenitente, distinguindo-o de alguém do mundo? (5.11)
  32. Na nova instrução, qual atitude é exigida em relação a alguém que, autodenominando-se irmão, vive na prática do pecado? (5.11)
  33. Além de impuros, avarentos e idólatras, quais outros três tipos de pecadores dentro da comunidade exigem afastamento? (5.11)
  34. Qual atividade social e cotidiana é expressamente proibida de ser feita com um falso irmão? (5.11)
  35. De acordo com o texto, o apóstolo possui jurisdição para julgar as pessoas que não pertencem à igreja? (5.12)
  36. Qual grupo de pessoas a própria congregação tem o dever e o direito de julgar? (5.12)
  37. A quem pertence a autoridade exclusiva para exercer juízo sobre "os de fora"? (5.13)
  38. Qual é o mandamento final e categórico em relação ao membro que estava praticando o mal? (5.13)
  39. O mandamento de expulsão no final do texto corrobora qual atitude que a igreja deixou de ter no início do capítulo? (5.2, 5.13)
  40. Como a conduta do membro da igreja ofendeu até mesmo os padrões morais da sociedade secular da época? (5.1)
  41. Qual conceito teológico demonstra que a disciplina aplicada sobre a esfera física (carne) possui um foco voltado para a eternidade? (5.5)
  42. Como a ausência física do apóstolo não impediu a eficácia de sua autoridade espiritual no julgamento do caso? (5.3)
  43. O poder de quem garante a efetividade da disciplina eclesiástica quando a igreja se reúne? (5.4)
  44. Qual elemento culinário é usado de forma negativa para representar a malícia e a maldade? (5.8)
  45. Qual termo é usado para definir o pão sem fermento que tipifica a sinceridade e a verdade? (5.8)
  46. Considerando as orientações de Jesus em Mateus 18 sobre a disciplina, qual ordem deste texto reforça o distanciamento de quem se recusa a abandonar o pecado? (5.11)
  47. Como o texto diferencia a convivência social inevitável da convivência eclesiástica comprometida pelo pecado? (5.10, 5.11)
  48. O que a igreja deve ser "de fato", justificando a expulsão daquele que contamina o ambiente? (5.7)
  49. Quem é o responsável por aplicar o julgamento final sobre aqueles que estão fora da aliança da igreja? (5.13)
  50. Qual termo é utilizado no encerramento do texto para classificar o indivíduo que cometeu a ofensa, resumindo a razão de sua expulsão? (5.13)
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