Segredo por Trás de uma Verruga e 50 Cartas de Amor - Ilustração para Pregação sobre Providência


Era o ano de 1948 quando o Rev. Waldemar me disse que eu o ajudaria percorrendo o seu campo. Ele já havia avisado os crentes, que esperavam o meu trabalho.

Deu-me um mapa e um itinerário. Era o período de férias, mês de dezembro.

Ao me descrever o seu campo, falando da paróquia de Bicame - Laranjal Paulista/SP - preveniu-me: "Cuidado com as italianinhas!" Ele tinha receio de que eu me deixasse prender com o encanto delas. Tinha razão.

O meu namoro, um tanto longo, começou de um fato prosaico. Quando estive hospedado em casa do meu amigo João Gardenal, recebi muito carinho da família.

Nesta visita, queixei- me ao Sr. João Gardenal de uma verruga que me brotou na palma da mão direita. Ele me recomendou um remédio cáustico com que queimei a dita verruga.

Feito o trabalho de fim de semana, na segunda-feira rumei para o querido Seminário de Campinas.

Um mês depois, recebi uma carta, a primeira de uma série de mais de 50 cartas, assinada pela linda Irma Helena.

Entre outras coisas que me falava na carta, falava na saudade que toda a família tinha de mim (será que toda a família tinha igual saudade?).

Também me perguntava como ia a verruga. Por sinal a verruga já havia desaparecido. Parece que ela veio só para motivar a longa correspondência de cartas e ideais, amor e convivência.

No dia 2 de maio de 1953, aquela colina verdejante estava em festa. Irma Helena Gardenal estava vestida de noiva, minha esposa.

Chegávamos de Tietê em séquito de núpcias seguidos pelos parentes e amigos de automóveis e até em ônibus especiais.

Autor: Lázaro Arruda

Semeando Vida

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