James Irwin, relatando as emoções que experimentou nos três dias que passou na superfície da lua, diz:
"... mesclando as minhas palavras com o refrão de um velho hino, vinham-me as palavras de um salmo favorito: 'levantarei os meus olhos para os montes de onde o socorro me virá. O meu socorro vem do Senhor...'"
"Quando dirigimos nosso jeep lunar — Rover I — de regresso ao Falcon, após as três primeiras excursões exploratórias, pensei nos salmos novamente e recitei algumas palavras para Dave (David Scott, seu companheiro) e para os homens do controle da missão. Até hoje nada encontrei na Apollo 15 ou nesta era do espaço e ciência que pudesse abalar minha fé em Deus."
"Na verdade, enquanto estive na lua, tive uma espécie de inspiração, uma certeza de que alguém estava conosco vigiando e protegendo-nos... Esta certeza de proteção surgiu como um sentimento íntimo que em nada se relacionava com o fato de saber que todos os nossos movimentos eram acompanhados pela televisão, pelo centro de controle."
O contraste entre a fé e a incredulidade
E pensar que há algum tempo alguém saiu do campo de gravitação da terra, mas muito aquém do campo gravitacional da lua e "lunaticamente" declarou que andou pelo "kosmos" e não viu Deus!
E eu me lembro de um outro salmo:
"Disse o néscio no seu coração: Não há Deus."
Autor: Samuel Barbosa
