O homem, por proceder de Deus, conserva características do seu Criador. Esse Deus faz nascer o sol e descer a chuva sobre justos e injustos, pois a todos ama apesar da fraqueza humana.
Jesus expressou a necessidade de amor entre os homens quando disse que o maior mandamento da lei é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Por que há tanta maldade no mundo? Porque o homem, em seu estado natural, não é capaz de amar verdadeiramente. O que determina a ação dos homens muitas vezes é o egoísmo.
Por isso, nada que não traga vantagem imediata para o "eu" é praticado — e amar ao próximo não traz vantagem egoísta imediata, a não ser para o próprio próximo.
A diferença entre boas intenções e a bondade cristã
A recompensa do amor ao próximo é a longo prazo e de valor interior. Quando se tem consciência da necessidade de amar, quem pratica o bem se sente intimamente bem.
Se a pessoa não sente essa paz de espírito, é porque o ato praticado não expressou verdadeiro amor — e, portanto, não há recompensa genuína.
Um jovem certa vez procurou Jesus querendo saber o caminho da salvação: “Bom Mestre, que coisa boa farei para herdar a vida eterna?”.
Jesus observou: “Por que me chamas bom? Não há nenhum só que seja bom, a não ser Deus”. Mas depois, na parábola dos talentos, Jesus diz ao servo fiel: “Bom e fiel servo, entra no gozo do teu Senhor”.
Como se explica essa contradição aparente? É simples: por natureza ninguém é bom, mas em Cristo o homem aprende a praticar a verdadeira bondade.
Só o Evangelho habilita o homem a viver a bondade aprovada por Deus. Qualquer ato que não seja feito como consequência da mensagem de Cristo no coração não é bondade genuína.
O apóstolo Paulo chega a afirmar que tudo o que não provém da fé é pecado. Até as coisas aparentemente boas, quando feitas fora de um contexto de fé, não atingem o propósito divino.
Se é bom ser bom, muito melhor é ser bom aprendendo a bondade com Cristo, o Filho de Deus que se deu a Si mesmo por nós. O que falta no mundo não é apenas bondade, mas a bondade genuinamente cristã.
Autor: Samuel Barbosa
