A diferença entre ter boas intenções e viver a verdadeira bondade cristã - Reflexão Bíblica sobre Caráter Cristão


Há dias, conversando com um amigo, ele me disse que seria tão bom se todos fossem bons. Eu me lembrei de uma frase famosa de um grande dramaturgo: “como é bom ser bom!”.

O homem, por proceder de Deus, conserva características do seu Criador. Esse Deus faz nascer o sol e descer a chuva sobre justos e injustos, pois a todos ama apesar da fraqueza humana.

Jesus expressou a necessidade de amor entre os homens quando disse que o maior mandamento da lei é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Por que há tanta maldade no mundo? Porque o homem, em seu estado natural, não é capaz de amar verdadeiramente. O que determina a ação dos homens muitas vezes é o egoísmo.

Por isso, nada que não traga vantagem imediata para o "eu" é praticado — e amar ao próximo não traz vantagem egoísta imediata, a não ser para o próprio próximo.

A diferença entre boas intenções e a bondade cristã

A recompensa do amor ao próximo é a longo prazo e de valor interior. Quando se tem consciência da necessidade de amar, quem pratica o bem se sente intimamente bem.

Se a pessoa não sente essa paz de espírito, é porque o ato praticado não expressou verdadeiro amor — e, portanto, não há recompensa genuína.

Um jovem certa vez procurou Jesus querendo saber o caminho da salvação: “Bom Mestre, que coisa boa farei para herdar a vida eterna?”.

Jesus observou: “Por que me chamas bom? Não há nenhum só que seja bom, a não ser Deus”. Mas depois, na parábola dos talentos, Jesus diz ao servo fiel: “Bom e fiel servo, entra no gozo do teu Senhor”.

Como se explica essa contradição aparente? É simples: por natureza ninguém é bom, mas em Cristo o homem aprende a praticar a verdadeira bondade.

Só o Evangelho habilita o homem a viver a bondade aprovada por Deus. Qualquer ato que não seja feito como consequência da mensagem de Cristo no coração não é bondade genuína.

O apóstolo Paulo chega a afirmar que tudo o que não provém da fé é pecado. Até as coisas aparentemente boas, quando feitas fora de um contexto de fé, não atingem o propósito divino.

Se é bom ser bom, muito melhor é ser bom aprendendo a bondade com Cristo, o Filho de Deus que se deu a Si mesmo por nós. O que falta no mundo não é apenas bondade, mas a bondade genuinamente cristã.

Autor: Samuel Barbosa

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