Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos - Eclesiastes 5.10 (leia também Lucas 12.16-21)
Em uma sociedade em que a ganância e a cobiça imperam, o foco da vida de um cristão não deve ser o consumismo, mas a busca pelo Reino de Deus.
Com as mudanças nos hábitos de consumo das últimas décadas, estamos gastando cada vez mais. O que era supérfluo virou necessidade.
Assim, muitas pessoas deixam princípios importantes de lado para garantir a satisfação momentânea do consumismo.
Com isso, colhem consequências graves: endividamento, problemas nos relacionamentos, corrupção ética e moral, além do enfraquecimento espiritual.
A parábola do homem rico
Jesus ilustra a loucura da ganância humana na parábola do homem rico. Com falta de espaço para sua grande colheita, ele constrói celeiros maiores.
Ele achava que poderia descansar tranquilo porque tinha riquezas armazenadas para muitos anos. Mas naquela mesma noite ele morreu e não ficou com nada.
Nada lhe restou, pois sua única riqueza era material. Ele não cuidou da vida espiritual e não se preocupou em ser rico para com Deus.
Buscando as coisas do alto
É preciso tomar cuidado. Não devemos nos amoldar ao padrão do mundo, que demonstra amar mais o dinheiro do que a Deus.
Quem vive assim percebe que está buscando fartar a alma no vazio. Devemos seguir o conselho de Paulo: “Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas” (Cl 3.2).
Precisamos aprender a ser contentes com o que temos. A Bíblia afirma a verdade de que a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens.
No lugar do amor ao dinheiro, que leva à ruína e destruição, devemos combater o bom combate da fé que nos aproxima da vida eterna.
Que o nosso desejo de enriquecer seja, acima de tudo, o de ser rico para com Deus.
Autor: Hebert Gonçalves
