
Ele se veste com uma túnica branca e traz um sotaque peculiar denominado por ele como "neo-aramaico". Seu nome de registro é Álvaro Thais, mas intitula a si mesmo como o próprio Cristo, adotando a alcunha de "Inri Cristo".
Contudo, a história registra dezenas de indivíduos que afirmaram exatamente a mesma coisa: John Nichols Thom, Arnold Potter, Ahn Sahng-hong, Baha'u'llah, Joseph C. Dylkes, Mirza Ghulam Ahmad, Cyrus Teed, Haile Selassie, Georges-Ernest Roux, Ernest Norman, Krishna Venta, Yahweh ben Yahweh, Ariffin Mohamed, Jung Myung Seok, Jose Luis De Jesus Miranda, David Koresh, Grigory Petrovich Grabovoy, Hogen Fukunaga, Maria Devi Christos, Michael Travesser, Apollo Quiboloy, David Shayler e Sergei Torop.
Esta lista expõe pretensos líderes que declararam ser Jesus ou a própria encarnação divina. A vasta quantidade de pretendentes já desqualifica tais alegações, assemelhando-se a enredos fictícios nos quais personagens clonados disputam entre si quem é o legítimo.
O que esses indivíduos ignoram é que o Jesus bíblico, o único e verdadeiro Filho de Deus, advertiu a igreja sobre o surgimento de falsos messias no sermão profético de Mateus 24.
Uma análise bíblica revela características cruciais para discernir esses enganos.
1. Eles se autoproclamam Cristo (Mt 24.23)
Como meros mortais poderiam atrair seguidores sem uma declaração própria? Visto que dos céus não ecoa a voz do Pai confirmando filiação divina, como ocorreu no batismo de Jesus (Mt 3.17), torna-se indispensável recorrer a estratégias intensas de publicidade.
Esses líderes utilizam canais de comunicação, redes sociais, programas de televisão e vídeos na internet para promover a própria imagem e arrebanhar adeptos.
2. Eles surgem de forma comum e ordinária (Mt 24.24)
Os falsos cristos transitam pelo mundo de maneira comum, reunindo discípulos e vivendo sob limitações humanas rotineiras.
Mesmo quando algum declara metaforicamente ter "vindo nas nuvens" por viajar de avião, esse é apenas um meio de transporte convencional utilizado diariamente por milhares de pessoas.
O surgimento desses homens não é acompanhado por transformações cósmicas ou globais. O mundo permanece em seu curso habitual; as trombetas celestes não soaram, os mortos em Cristo não ressuscitaram e os eleitos não foram congregados.
3. Eles operam enganos por meio de sinais aparentes (Mt 24.24)
A maioria dos falsos cristos contemporâneos sequer consegue demonstrar poder real, restringindo-se à retórica e encenações.
No entanto, as Escrituras alertam que manifestações extraordinárias e enganosas podem ocorrer para seduzir os incautos:
"Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira..." (2 Tessalonicenses 2.9)
Ainda que um falso líder apresente fenômenos inexplicáveis, se o evento não cumprir a consumação escatológica descrita na Bíblia, trata-se de um ardil maligno.
4. Os falsos cristos distorcem as Sagradas Escrituras
Nenhum sistema religioso enganoso consegue se sustentar sem manipular o texto bíblico. Para validar heresias, é preciso desconstruir a mensagem do evangelho, alegorizar doutrinas literais e isolar passagens fora de seu contexto histórico e gramatical.
A adulteração proposital da Palavra de Deus é a principal ferramenta doutrinária desses movimentos.
5. Eles não pertencem ao Reino de Deus
Mesmo que muitos liderem obras assistenciais ou discursem em favor da paz mundial, estão propagando doutrinas heréticas e afastando pessoas da genuína graça salvadora manifesta em Jesus.
Ao agirem dessa forma, assumem a postura de anticristos. A severa advertência bíblica estende-se tanto aos que ensinam a mentira quanto àqueles que nela confiam para sua salvação.
Diante dos ardis contemporâneos, a igreja deve permanecer ancorada nas Escrituras, aguardando com firmeza o retorno do verdadeiro Cristo.
A segunda vinda de Jesus será um acontecimento inconfundível, pessoal (At 1.11), físico (Ap 1.7), visível a toda a humanidade (Mt 24.30) e repentino (Ap 3.3).
Ele virá em glória sobre as nuvens, acompanhado por Seus santos (1Ts 3.13), governando como Rei dos reis e Senhor dos senhores, tendo subjugado definitivamente todos os Seus inimigos (1Co 15.25).
É a esse Cristo que servimos e cuja bendita esperança aguardamos, o Autor e Consumador da nossa fé.
Autor: Andrei Barros