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O que dizer da entrada de Jesus em Jerusalém?


A estupenda Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, cumpre e preconiza grandiosas profecias.  No primeiro ponto vemos o cumprimento fiel daquilo que os profetas, movidos pelo Espírito Santo, falaram com referência à sua vinda. 
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis ai te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. - Zacarias, 9.9 

No segundo, a preconização, nos mostra a fidelidade com a qual Deus exercerá o seu juízo neste mundo quando em poder e glória nosso Senhor Jesus Cristo, aclamado pela sua Igreja Triunfante voltará, pela segunda vez. 


No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa, tendo ouvido que Jesus estava à caminho de Jerusalém, tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel. - João 12.12-19


O que podemos dizer da entrada de Jesus em Jerusalém?” 

I - O QUE DIZER DAS ACLAMAÇÕES E LOUVORES DO POVO? 
Os evangelistas nos mostram de forma explícita: 

a) Quem não eram as pessoas que compunham aquela multidão? 
Não eram os fariseus hipócritas. 
Não eram os saduceus incrédulos. 
Não eram os escribas indiferentes. 
Nem os sacerdotes e anciãos do povo e muito menos os habitantes de Jerusalém, cosmopolitas da boa vida capitalina. 

b) Quem eram as pessoas que compunham a multidão? 
Escreveu Matthew Henry, famoso pregador puritano do Século XVII: 

"Não eram os líderes nem os potentados da capital os que foram ao encontro de Jesus, senão o povo simples”, pois “os mais próximos do Templo do Senhor eram os mais distantes do Senhor do Templo." 

A verdade é que, como continua M. Henry, "Cristo recebe maior honra da parte desta multidão de aldeões que da podridão dos cortesãos porque Ele valoriza os homens pelo preço de suas almas, não pelo brasão da nobreza". 

Aqueles que honravam Jesus; aqueles sinceramente devotos judeus de outras províncias, 
os seus discípulos amados, o colégio apostólico, os que O seguiam com firmeza, crendo na sua divindade, confiando que Ele era o Messias, o Enviado de Deus; os que estavam dispostos a entregarem suas vidas por Ele. 

II- O QUE DIZER DOS RAMOS DE PALMEIRAS? 
A palmeira, nas Escrituras Sagradas sempre foi símbolo de triunfo e de vitória. 
Duas coisas importantes se destacam aqui: 

a) Triunfo e Vitória. 
Aquelas pessoas sem se aperceberem preconizavam a vitória de Jesus e o Seu triunfo ao ponto de ter Paulo escrito em Colossenses 2.15 "e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando na cruz”. 

b) Antecipação da Glória. 
Por outro lado os ramos de palmeiras com seus louvores eram como que uma figura ainda pálida daquela outra gloriosa “multidão, que ninguém podia enumerar...em pé diante do trono e do Cordeiro”, conforme descreve o Apocalipse 7.9. 

Embora ainda que não estivessem diante do trono, como também nós ainda não estamos, no entanto, estavam na presença do Cordeiro. 

III - O QUE DIZER DA CAVALGADURA NA QUAL ENTROU EM JERUSALÉM? 

Ao entrar montado num jumentinho vemos uma concretização messiânico-profética. 

a) O Jumento 
Era um animal que ainda não havia sido montado por ninguém. Portanto, um símbolo de que todo animal oferecido a Deus deveria ser sem nenhum uso. 

b) Jesus Entra Vagarosamente Para Mostrar: 
1) Que Está à Mão de Todos. Sem pressa para ser seguido pelos que O amam. 
2) À Altura. Para ouvir as dores dos que sofrem. 

c) A Cavalgadura. 
Não era um cavalo para impor respeito e temor; mas um jumentinho, para poder ser alcançado e tocado pelos que dEle necessitavam de amor e ajuda. 

Conclusão 
O que temos a dizer sobre essa data tão festiva e importante no Calendário Cristão que foi um cumprimento profético da entrada do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na cidade de Jerusalém? O que significa essa data para nós do século XXI? A resposta é sua!

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Antonio Coine é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil há 40 anos. Formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - SP. Licenciado em Filosofia. Mestre em Divindade e Doutor em Ministério pelo Seminário do Canadá em Manitoba/CA. Foi missionário da Igreja Presbiteriana do Canadá, plantando e pastoreando a Dovercourt-Saint Paul’s Presbyterian Church.

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