Mulheres que devem ser imitadas


Ao estudarmos a História da Humanidade observaremos a maneira como as mulheres foram discriminadas. Em algumas culturas de maneira mais leve enquanto que em outras de maneira mais intensa.

No tempo de Jesus, no meio do povo judeu também não era diferente. No entanto, havia um maior respeito do que em outras culturas embora com certos problemas discriminatórios. O Revdo. William Barclay, num de seus comentários, registra que certos rabinos oravam: “Graças te dou Senhor, porque não nasci escravo, nem gentio e nem mulher”. A mulher não tinha lugar e espaço nos tempos de Jesus. 


Se voltarmos para o tempo dos patriarcas, iremos nos deparar com a triste situação de Jacó que trabalhou para o seu tio Labão durante sete anos para ter Raquel como esposa, e, sendo enganado recebe Lia na noite nupcial alegando que o costume era que a filha mais velha deveria ser dada em primeiro lugar e não a mais nova. (Gn 32.21-27). 

Lia é dada em lugar de Raquel sua irmã, e teve de suportar terrível humilhação, pois Jacó amava mais Raquel do que a Lia. 

Neste Evangelho Lucas descreve com maestria o papel que as mulheres desempenham no ministério de Jesus uma vez que Ele abre um espaço para que elas o acompanhem no seu trabalho. Fazendo isso o Senhor Jesus mostra que veio para buscar o que se havia perdido, não importando se era pobre ou rico, gentio ou judeu, sábio ou indouto, homem ou mulher. 

I – O TEXTO NOS FALA QUE DAQUELAS MULHERES ALGUMAS FORAM CURADAS POR JESUS. 

“Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidade: Maria chamada Madalena, da qual saíram sete demônios” (Lucas 8.1,2). 

Não sabemos de que tipo de enfermidade foram curadas, entretanto, se destaca no texto o fato de Maria Madalena ter sido liberta de sete demônios. 

O Senhor deu atenção especial à necessidade física de cada mulher que fora alcançada pela sua misericórdia e amor, como o caso da mulher com fluxo de sangue que segundo a Lei de Moisés estava impedida de tocar em qualquer pessoa, mesmo nos familiares, com o risco de contaminá-los cerimonialmente. 

No entanto, ela O tocou e foi por Ele maravilhosa e sobrenaturalmente curada. 

II – O TEXTO NOS FALA TAMBÉM QUE AQUELAS MULHERES ACOMPANHAVAM JESUS. 

“...andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, e os doze iam com ele, e também algumas mulheres...” (Lucas 8.1) 

Que revolução o Senhor provocou, e que escândalo também, pelo fato de ter permitido que mulheres O acompanhassem. Escreveu o Rev. J. C. Ryle com referência ao compromisso daquelas mulheres: “Podemos facilmente imaginar que os empecilhos, que encontraram essas mulheres para se fazerem discípulas de Cristo, não foram poucos. 

Tiveram de sofrer o desprezo e o escárnio que escribas e fariseus votaram a todos os seguidores de Cristo. Tiveram também muitas provas por que passar por causa das duras palavras e do mau trato que qualquer mulher judia que pensava por si mesma em matéria religiosa havia provavelmente de sofrer. 

Mas nenhuma dessas coisas as desanimava. Gratas pelas mercês recebidas de Cristo, queriam sofrer muito por amor dele. Fortalecidas interiormente pelo poder renovador do Espírito Santo, achavam-se aptas para seguir a Jesus e a não fraquejar. E permaneceram fiéis até ao fim!”. 

III – O TEXTO NOS FALA AINDA QUE AQUELAS MULHERES SERVIAM A JESUS. 

“...as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.” (Lucas 8.3b) 

É notável observar que Ele, o Senhor Eterno, o Criador, o Todo-poderoso, conforme diz o Salmo 50.10-12: “Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém”, aceita a ajuda daquelas mulheres. 

Elas lhe prestavam assistência com os seus bens, diz Lucas. 

Assistir um pobre na sua necessidade é uma coisa, outra coisa é assistir o Todo-poderoso na sua necessidade humana. 

No entanto, ainda hoje vemos mulheres assistindo o Senhor Jesus, quando dão um copo de água fria aos sedentos, quando sustentam os pobres, quando visitam os enfermos, quando amam os encarcerados, quando socorrem as viúvas e os órfãos. 

Aquelas mulheres não podiam pregar abertamente, mas puderam usar seus recursos econômicos e suas mãos no labor do Reino de Deus. 

Conclusão 
Mulheres, lembrem-se que cada uma de vocês foi curada de seus pecados no ato da redenção. Que cada uma, à semelhança daquelas mulheres, esteja acompanhando e servindo o nosso Salvador Jesus. 

Parabéns pelo DIA INTERNACIONAL DA MULHER. 

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Antonio Coine é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil há 40 anos. Formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - SP. Licenciado em Filosofia. Mestre em Divindade e Doutor em Ministério pelo Seminário do Canadá em Manitoba/CA. Foi missionário da Igreja Presbiteriana do Canadá, plantando e pastoreando a Dovercourt-Saint Paul’s Presbyterian Church.

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