Presente de Natal


Chegou o Natal! O dia de trocar cumprimentos e presentes. E como é bom presentear e receber presentes, mesmo uma pequena e simples lembrança.

Mas o maior presente de Natal é o próprio Jesus; nele temos a dádiva da salvação. E se valorizamos uma pequena lembrança de um filho, de um amigo, como poderíamos deixar de dar valor a um tão maravilhoso presente de Deus? E, afinal, uma fé que não sabe valorizar, não condiz com o espírito do Natal.

A salvação de Deus é a razão da nossa alegria. Neste universo tão grande, o Deus trino determinou que o ser humano é digno de sua atenção - "Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador...” (Lc. 1:46,47).



Mas meu regozijo na salvação que vem de Deus, entretanto, também revela dissonância. Quem sou em Cristo e a maneira como vivo neste mundo são, geralmente, duas realidades incompatíveis. Sou denominado "santo" (1Co. 1:2), porém minhas ações são chamadas de "trapos imundos" (Is. 64:6). Neste mundo sempre viverei o dilema da alegria pela salvação e a dissonância perturbadora do pecado.

Mas o Natal me faz lembrar que preciso de um Salvador, e Ele é Jesus, o melhor presente de todos os tempos. Mas, pensemos também, que dezembro passa. O Natal agora vai ficando aos poucos no passado.

Enquanto olhamos para frente, às vésperas de um Novo Ano, alguns de nós sentimos uma certa nostalgia e confusão de pensamentos. Acredita-se que o Natal é a época mais feliz do ano; o mundo todo celebra a vinda do menino Jesus. E, enquanto o curso da vida e do calendário avança, alguns têm em sua mente, por algum tempo, a magia do Natal.

Mas à medida que o resplendor do Natal vai ficando para trás, podemos recordar que o significado da vinda de Cristo não se associa apenas às festividades do feriado popular, que tantos celebram.

Aqueles que conhecem a Bíblia sabem que, na alegria ou na dor, na escassez ou na prosperidade, em tempos de angústia ou de esperança, podem viver o Natal. O Na­tal começa em Belém, passa pela crucificação e ressurreição, e termina na consumação de todas as coisas, quando Jesus voltará outra vez ao mundo.

Em Jesus se cumprem todas as promessas de Deus na história, e para Ele se convergem o que acontece hoje e o que virá no futuro. Jesus é Deus conosco sempre. Ele, que tanto nos amou e nos ama, está presente em tempos de alegria e contentamento e em tem­os de dores e misérias.

Esta é a realidade do Natal. O Natal engloba o Ano Novo, que começa “amanhã” depois do trinta e um de dezembro, e segue nos outros dias que virão.

Que, em cada um desses dias, possamos refletir a alegria do Natal do Cristo vivo que vive triunfante em nós e, em cada um deles, seja Jesus Cristo glorificado.

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Carlos Roberto Teles, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul no ano de 1987. Foi ordenado pastor em 31 de janeiro de 1988.
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