Fé com egoísmo: nada a ver



Era Domingo. Abraão Lincoln tomava parte no culto, em Washington, assentado no banco reservado ao Presidente. Pelo corredor central, procurando lugar, veio andando um senhor idoso.

Não o encontrando, preparava-se para voltar, quando longo braço se destacou no banco presidencial e uma voz bondosa acompanhou o gesto: “Assente-se aqui comigo”.

Gesto próprio de Lincoln que achara lugar, em seu grande coração, para o próximo. E o que vemos diante de nós no mundo de hoje? A aparente prosperidade do mal.

Cada dia que passa é marcado pelas denúncias de corrupções, vandalismos vergonhosos de máfias infiltradas e instaladas em todos os setores da vida pública nacional. Diz Bóris Casoi, um renomado jornalista da TV: ”Isto é uma vergonha”.


No entanto, a Bíblia afirma que isto é o pecado que leva o homem a uma ininterrupta materialização irrefreável do homem. Um grande mundo egoísta formado de pequenos mundos egoístas onde cada um cuida de sua própria vida e seu bem estar sem se preocupar com o semelhante.

A Palavra de Deus não ilude a ninguém a respeito destes fatos. As vitórias passageiras vão se consumando e passando com o tempo. Os ímpios prosperam. Mas, qual o fim de sua prosperidade egoísta?

O salmista responde no Salmo 37:35,36 – “Vi um ímpio prepotente a expandir-se qual cedro do Líbano. Passei, e eis que já não foi encontrado”.

E é Jesus quem nos questiona - “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma ?” 

Se a fé é incompatível com o egoísmo, cabe a Igreja comprovar esta verdade na prática do amor em obediência ao seu Senhor que ordena: “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”.

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Carlos Roberto Teles, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul no ano de 1987. Foi ordenado pastor em 31 de janeiro de 1988.
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