As grandes preocupações da oração sacerdotal




João 17.1-26

Orar, estar em constante comunhão com o Pai sempre foi o ponto alto da vida do Senhor Jesus. “A vida de Jesus”, escreveu J.Cox, “indica que a oração era uma coisa essencial a Ele”. Isto quer dizer que, muito mais, nós pecadores, precisamos orar.

Em João 17.1- 1-26, vemos o Senhor Jesus fazendo uma oração tão profunda, jamais vista em qualquer outra oração escrita. Nela o Senhor revela o Seu divino interesse pelo Pai, pela Sua Palavra e por seus discípulos.

I – A GLÓRIA DO PAI – “Eu te glorifiquei na terra” (v. 4).
Antes de qualquer coisa o nosso Senhor teve a grande preocupação em honrar a Glória de Deus Pai. A Glória dEle estava acima de tudo e de todas as coisas.

Era tão grande essa manifestação que João no capítulo primeiro verso 14, escreveu: “E vimos a sua glória como a do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Tal Pai, tal Filho.

A glória do Pai era revelada na Pessoa Sacrossanta do Filho. Jesus deu o exemplo precioso de que antes e acima de tudo, cada um de nós deve dar prioridade a Ele. Glorificar o nome do nosso Deus e Senhor deve ser a essência prioritária da Igreja de Cristo.

II – O NOME DO PAI – “Eu manifestei teu nome aos homens” (v.6).
A manifestação do nome do Pai foi a santificação dEle em Sua vida. Na oração do Pai nosso o Senhor diz que devemos orar para que o nome do Pai seja santificado. “Santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).

A Igreja, como santa, isto é, separada para Deus, também deve santificar em sua vida o nome do nosso Pai celestial na Pessoa do Seu Filho Jesus, pois o mundo não honra e nem respeita o Seu Nome.

Certa feita, nos Estados Unidos ouvimos um motorista de taxi, no momento em que o trânsito estava difícil, exclamando em inglês: “Jesus”. Pensávamos que ele estava invocando o nome santo do Senhor. No entanto, com o passar do tempo descobrimos que o nome de Jesus é usado tanto nos EUA, como no Canadá, e em outros países de língua inglesa, como palavrão.

Se o mundo tem usado o nome santo do Senhor para suas blasfêmias e ira, devemos nós cristãos, usar todos os meios para que Ele seja honrado no nosso viver. Uma vez que o Senhor honrou o nome do Pai manifestando-o aos homens possamos, nós também, estar honrando o nome de Jesus manifestando-o ao mundo incréu.

III – A UNIDADE DOS DISCÍPULOS – “Duas grandes preocupações estão no coração intercessor de Jesus”: 

a) Santidade de Vida. “Não peço que os tires do mundo, e sim que as guardes do mal. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.15,17). Santidade de vida é o primeiro passo para que possamos viver neste mundo e enfrentar a tentação do diabo, a sedução do mundo e os desejos da carne. 

Por isso o Senhor roga pela nossa santidade de vida. Pela nossa santificação pessoal. 

b) Santidade entre os irmãos. “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como também amaste a mim” (Jo 17.22,23). Para que a Glória do Pai seja honrada e o Seu Santo Nome manifestado é preciso que a Igreja viva em unidade. Entre os homens a desunião faz parte da sua própria realidade. 

No entanto, entre os irmãos em Cristo Jesus a unidade se dá: 

(a) pelo respeito; 
(b) pela compreensão; 
(c) pelo amor. 

Não pode haver saúde no corpo, não pode haver alegria na comunidade, não pode haver satisfação na família da fé se ela não estiver no amor de Jesus Cristo. O Senhor disse que nos amássemos, e não que nos “amassássemos” pregou certa vez ilustre conferencista. 

Neste mundo de violência é preciso que sejamos compreensivos, tolerantes, amáveis, de boa índole. O que temos visto em nossos dias com algumas pessoas é que transportam para suas comunidades de fé aquilo que estão vivenciando diariamente, ou seja, raiva, amarguras, etc. “Para que o mundo creia” (v.21), disse o Senhor, é preciso “que todos sejam um” (v.21).

Conclusão 
Sejamos verdadeiros crentes, preocupados com a Glória do nosso Senhor, a manifestação do Seu precioso Nome e unidos, em santidade de vida e amor com os nossos irmãos. 

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Antonio Coine é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil há 40 anos. Formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - SP. Licenciado em Filosofia. Mestre em Divindade e Doutor em Ministério pelo Seminário do Canadá em Manitoba/CA. Foi missionário da Igreja Presbiteriana do Canadá, plantando e pastoreando a Dovercourt-Saint Paul’s Presbyterian Church.

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