Triste e lamentável decisão



O STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu em 05 de maio de 2011, em decisão unânime, a equiparação da união homossexual à heterossexual. O presidente do Supremo, Cezar Peluzo, deu o décimo e último voto a favor da união gay por volta das 20h30, após cerca de cinco horas de sessão .

Decisão triste e lamentável, pois não houve o temor ao Criador e à Sua Palavra que diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou. E os abençoou...” (Gênesis 1.26-27). 


Eis a razão de não sermos abençoados e “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens... porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificam como Deus. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus... Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Por causa disse, os entregou Deus a paixões infames...” (Romanos 1.18-27). 

Na verdade o que há é um abandono dos valores e princípios da Palavra de Deus. Há a rebeldia, o desejo de tomar decisões sem levar em conta o que o Criador e Sustentador já deixou claro. Aliás, o gênesis dessa história de autonomia é antigo (Gn 3).

Como seguidores de Jesus e de Sua Palavra, como testemunhas que amam a Cristo e Suas orientações – a Bíblia, o Supremo Tribunal Federal nos coloca em situação difícil, pois, sendo a Bíblia nossa única regra de fé e prática, não dá para ir e agir contrário a essas belas palavras de vida que traz à existência humana um novo significado para todo aquele que nEle crê.

A igreja em seus primórdios vivenciou uma difícil e semelhante realidade de falar e viver essa nova vida em Cristo Jesus quando lemos: “Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome... Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes importa obedecer a Deus do que aos homens”(Atos 5.28-29). Deste modo não podemos nos calar mesmo que “os açoites” sejam ordenados e vivenciados por sua igreja hoje (Atos 5.40) .

Creio que faltou ao STF voltar-se para Deus, como Salomão, e suplicar: “Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal...” (1Reis 3.9), pois “há caminhos que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Provérbios 14.12). 

Oramos e clamamos pela nação brasileira e seus governantes, mesmo“sem saber discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (Jonas 4.11), que se voltem arrependidos, para que, “quem sabe se volte Deus e aparte sua ira” de nós (Jonas 3.9).

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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